



Texto e fotografias de L. M. Correia - 2006
UMA LISBOA MARÍTIMA VIRADA AO ATLÂNTICO. DA ROCA AO ESPICHEL, NUM FADO DE PALAVRAS, IMAGENS, CONTEMPLAÇÕES MÚLTIPLAS. (Copyright de Imagens e textos. Originais de Luís Miguel Correia sempre que não se refira o contrário. Contacto: m.s.funchal@gmail.com)




Texto e fotografias de L. M. Correia - 2006
A minha cidade é linda, chama-se Lisboa e tem encantos sem fim. Muitos derivam do Tejo, esse traçado de água esverdeada que refresca a cidade em termos de paisagem e contrastes.
E os Lisboetas sabem disso. É vê-los ao fim de tarde a namorar à beira rio. Como Lisboa, os seus nativos também têm encantos vários. Juntos numa simbiose de que resulta uma cidade magnifica. Um dos melhores climas da Europa, uma luz incomparável... 
por Lisboa. Foi há muitos anos, os eléctricos eram muitos mais do que são actualmente. Carreiras mais distantes, viagens especiais com bilhetes para operários. Como o 16, do Poço do Bispo para Belém, pelas Janelas Verdes, Pampulha, Alcântara, com duas carruagens... E o 28, da Estrela para o Chiado ou a Rua da Conceição, que normalmente não me aventurava além daí.

É uma bela praça fronteira com o Tejo que apesar de desprezado continua a ser a alma de Lisboa. Depois de muitos anos como rosto do Poder e em simultâneo estacionamento de viaturas, o local não parece ter ainda encontrado a utilização nobre que a localização e configuração deixam adivinhar. 

Mesmo junto à base da estátua de D. José, na Praça do Comércio, um sem abrigo lê o jornal e com a sua presença protesta. Protesta contra a desigualdade, as diferentes sortes, a vida madrasta, sabe-se lá que mais.






"9 de Abril" é o nome de um pequeno jardim panorâmico, às Janelas Verdes.
Paisagem linda, ali junto ao Tejo, na margem Sul, onde a luz é mais tranquila. a merecer Camões, e muita felicidade...
Lisboa é mais cidade junto ao Tejo. Nas tuas águas reflecte-se a luz que a torna única. Grande cidade do Atlântico Oriental. O porto da aventura marítima portuguesa, que hoje parece adormecida.
. Junto ao Mar.


passadas reflectidas na calçada junto ao Padrão dos Descobrimentos: duas perspectivas, uma multinacional, a outra turística.

tremulamente sobre águas eternas.
Primeiro, a água era azul:
puro espelho celeste.
Depois, tornou-se verde:
opaco verde de desgosto.
Agora é barro dissolvido:
terra
de Portugal que o Tejo incita
a descobrir as Índias
e Américas ainda
por encanto encobertas.
- De quem o lenço acena,
acolá
do cais?
Poema de Pedro da Silveira - Março e Abril de 1951
Fotografia do GATO PARDO - 12 de Abril de 2006
Especialmente para a ZÉNI






