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Terça-feira, Novembro 10, 2009
CENTRAL TEJO
O sol já quase invernoso assume cores radiosas ao final da tarde, realçando a beleza intemporal da Central Tejo, de cujas chaminés já não sai o fumo de outros tempos...
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BANDEIRAS...
Tinha este aspecto hoje, dia 9 de Novembro de 2009, ao fim da tarde a bandeira nacional içada no mastro da Estação Fluvial de Belém, um edifício do tempo da Exposição do Mundo Português...
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Belém,
Porto de Lisboa,
Rio Tejo
Terça-feira, Setembro 15, 2009
OLHAR O RIO
Olhar o rio Tejo a partir de casa é um privilégio que alguns conservam. Sonho de muitos outros que vai alimentando a especulação imobiliária e a opção pela construção de "casas de luxo" que por sua vez tapam a vista a outras assim despromovidas e desvalorizadas numa selva urbana que tem perdido muito da graça tradicional de Lisboa namorada do Tejo. Em Alfama ainda se olha o rio...
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Segunda-feira, Agosto 31, 2009
DOCA DE BELÉM
Doca de recreio de Belém, antiga base dos submarinos da Marinha Portuguesa utilizada para o efeito até à passagem da Marinha para o Alfeite em 1939.
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Doca de Belém,
Embarcações do Tejo
Sexta-feira, Agosto 28, 2009
CASARIO DE LISBOA
Casario da cidade de Lisboa numa zona de confluência da Junqueira com a Ajuda, sobressaindo as várias épocas e estilos que os anos foram imprimindo em diferentes estilos de edificações.
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Segunda-feira, Agosto 24, 2009
BELÉM FLUVIAL
Estação Fluvial de Belém fotografada a 13 de Agosto de 2009, com o cacilheiro MADRAGOA prestes a sair para a Trafaria.
O pequeno edifício da estação fluvial é um dos testemunhos perenes da Esposição do Mundo Português de 1940 que proporcionou a revitalização desta zona da cidade
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O pequeno edifício da estação fluvial é um dos testemunhos perenes da Esposição do Mundo Português de 1940 que proporcionou a revitalização desta zona da cidade
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PONTE SOBRE ALCÂNTARA
A Ponte 25 de Abril, ex-Ponte Salazar marca a sua presença majestosa sobre todo o vale de Alcântara...
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Sexta-feira, Agosto 14, 2009
CASTELO VISTO DO CHIADO
Gradualmente o Chiado tem vindo a recuperar encantos de outros tempos interrompidos com o incêndio de 1988.
Não é mais o centro comercial privilegiado da Cidade, mas outras centralidades mais viradas para o turismo e a cultura vão ganhando importância.
E depois o Chiado é lindo, com quase todos os seus edifícios de cara lavada, algumas lojas tradicionais, as livrarias, o São Carlos ali mesmo ao lado...
Enfim, o coração mais alegre da velha Lisboa Pombalina a que não falta a presença constante do Castelo, mesmo em frente...
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Não é mais o centro comercial privilegiado da Cidade, mas outras centralidades mais viradas para o turismo e a cultura vão ganhando importância.
E depois o Chiado é lindo, com quase todos os seus edifícios de cara lavada, algumas lojas tradicionais, as livrarias, o São Carlos ali mesmo ao lado...
Enfim, o coração mais alegre da velha Lisboa Pombalina a que não falta a presença constante do Castelo, mesmo em frente...
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Quinta-feira, Agosto 06, 2009
LISBOA CIDADE CICLISTA
Lisboa ainda vai ser um dia a Capital Atlântica das Bicicletas. Ontem foi um encanto ver a Volta a Portugal nas ditas duas rodas que incluiram demonstração animada sob os olhares saturados do distinto Marquês de Pombal, que por sinal esteve prestes a soltar o leão...
Imagem do Marquês de Pombal na manhã de 5 de Agosto de 2009 com o transito cortado na zona para deixar passar os triciclos, perdão, os biciclos de corrida.
Este ano tenho vontade de ir votar de bicicleta, senhores responsáveis pelo município.
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Imagem do Marquês de Pombal na manhã de 5 de Agosto de 2009 com o transito cortado na zona para deixar passar os triciclos, perdão, os biciclos de corrida.
Este ano tenho vontade de ir votar de bicicleta, senhores responsáveis pelo município.
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Quarta-feira, Julho 29, 2009
O TEJO A ESPREITAR O ATLÂNTICO
O Tejo a espreitar o Mar. Vista da margem Norte do rio, entre Belém e o Bom Sucesso, junto ao recinto do Museu de Arte Popular. Imagem registada a 28 de Julho de 2009, numa tarde luminosa cheia de turistas
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Terça-feira, Julho 21, 2009
VISTAS PARLAMENTARES
Vistas da escadaria do palácio de São Bento e Assembleia da República ao entardecer de 2 de Julho de 2009. Destaque para a antiga chaminé industrial. 
Alguns destes monumentos de tijolo estão a ser "requalificados" para albergar antenas de redes móveis telefónicas. Não ficam bonitas.
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Alguns destes monumentos de tijolo estão a ser "requalificados" para albergar antenas de redes móveis telefónicas. Não ficam bonitas.
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PESCA MATINAL
Acabou de amanhecer mais um Domingo e uma família plena de dedicação às pescarias artesanais já se encontra no cais de Santos pronta a iniciar a faina. O rio mesmo ali, desde há muito sem navios nesta zona, o cais muito assoreado, mas sempre se hão-de pescar umas tainhas, por que não? Imagens de Domingo 19 de Julho de 2009, 7h30 da manhã.
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Domingo, Julho 12, 2009
Lisboa irresistível
Irresistível a Lisboa dos terraços voltados ao Tejo, das fachadas únicas e monumentais, como a cúpula do mercado da Ribeira com o seu belo escudo, tudo aceso pela luz límpida da nossa bela cidade atlântica com encantos mediterrânicos.
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Sexta-feira, Julho 10, 2009
SANTA MARIA
Uma destas madrugadas ao sair do Hospital de Santa Maria o nome estava iluminado, e veio-me a recordação do paquete homónimo e da mesma época. O paquete SANTA MARIA (1953-1973) foi dos primeiros navios de passageiros do pós-guerra com o nome em letras de néon assentes sob o mastro principal. O tipo das letras semelhante ao utilizado agora na fachada do HSM, mas no navio o nome acendia com luz verde...
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Hospitais de Lisboa,
Hospital e Santa Maria
Quarta-feira, Julho 08, 2009
KAIS DE SANTOS
O novo bar vai chamar-se KUBO, pertencendo ao grupo K. Assim Santos passa a Kais... Os contentores dão lugar aos kopos. Foto tirada a 8 de Julho de 2009.
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24 de Julho,
Porto de Lisboa,
Rio Tejo
CICLOVIA EM SANTOS
Avançam as obras da ciclovia entre o Cais do Sodré e a Torre de Belém, havendo já utilizadores experimentais em Santos, como na imagem que registámos na manhã de 8 de Julho de 2009.
Ao fundo a antiga grua Mague sobrevivente do estaleiro de construção naval da LISNAVE ROCHA, cujas carreiras já foram destruídas.
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Ao fundo a antiga grua Mague sobrevivente do estaleiro de construção naval da LISNAVE ROCHA, cujas carreiras já foram destruídas.
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24 de Julho,
Porto de Lisboa,
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Sexta-feira, Junho 26, 2009
VIAGENS DE ALEX
Está cada vez mais interessante o blogue AS VIAGENS DE ALEX com belíssimas sugestões e histórias de aventuras e viagens. Aqui...Texto de / text copyright L.M.Correia. For other posts and images, check our archive at the right column of the main page. Click on the photos to see them enlarged. Thanks for your visit and comments. Luís Miguel Correia
Sexta-feira, Junho 05, 2009
OS PATOS DA FUNDAÇÃO
Patos, patos, tantos patos. Tantos e tão poucos pois gosto tanto destas criaturas que deviam ser em maior número e talvez ter assento no Parlamento Europeu, onde a sua sabedoria e sensibilidade seria de grande valia para as massas europeias em crise. Mas estes patos são nossos, apadrinhados pelo bondoso Sr. Cinco por Cento e a sua Fundação. E há mãos diligentes que os mimam...
Fotografias registadas nos jardins da Fundação Gulbenkian, dia 3 de Junho de 2009.
Fotografias registadas nos jardins da Fundação Gulbenkian, dia 3 de Junho de 2009.
E (quase) nunca como arroz de pato. Mesmo. Tenho que fazer o mesmo relativamente às outras criaturas irmãs. Substituir o bife de vaca por um escalope de deputado, uma costeleta de secretário de estado, etc...
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JUNQUEIRA AO ANOITECER
Quinta-feira, Maio 28, 2009
RIBEIRA DAS NAUS
Obras, obras e mais obras há cerca de dez anos na zona do Terreiro do Paço e da Ribeira das Naus, entretanto prolongadas ao Cais do Sodré.
Prédios, tuneis, metros, esgotos. Tudo embrulhado por obras eternas.
Lisboa merece ser mais bem tratada e respeitada.
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Prédios, tuneis, metros, esgotos. Tudo embrulhado por obras eternas.
Lisboa merece ser mais bem tratada e respeitada.
LUZ PRIMAVERIL
Lisboa irradia luz por todos os lados nestes dias de Primavera radiosa a fazer apetecer usufruir as belezas do Tejo e essas fronteiras entre a Cidade feitas cais esquecidos, como o de Santos que agora vai dar lugar a uma pista para bicicletes já a partir de Agosto de 2009, bem a tempos das eleições.
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Porto de Lisboa,
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Segunda-feira, Maio 25, 2009
Cais de Santos ao amanhecer
Aos Domingos Lisboa amanhece envolta numa preguiça velha de séculos. A luz demora mais a clarear e as formas só lentamente adquirem os contornos habituais.
Não é sempre assim, mas acontece em dias como ontem, 24 de Maio de 2009, em que uma ligeira névoa marcou as primeiras horas da manhã.
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Não é sempre assim, mas acontece em dias como ontem, 24 de Maio de 2009, em que uma ligeira névoa marcou as primeiras horas da manhã.
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Segunda-feira, Maio 18, 2009
Casario de Santos
Santos visto do aterro da Boavista, a caminho das Janelas Verde, num percurso Queiroziano, com os edifícios virados ao Tejo, no melhor da Lisboa romântica.
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Sexta-feira, Maio 15, 2009
AS VIAGENS DO ALEX
O Alexandre Correia acabou de dar início ao blogue AS VIAGENS DO ALEX com uma sugestiva digressão por Angola rumo ao Sul. Vale a pena visitar aqui.Texto de LM CORREIA. For other posts and images, check our archive at the right column of the main page. Click on the photos to see them enlarged. Thanks for your visit and comments. Luís Miguel Correia
Terça-feira, Maio 05, 2009
PRIMAVERA RIBEIRINHA
Terça-feira, Abril 28, 2009
OBSERVAR O MAR DE LISBOA
Duas formas de observar o Mar de Lisboa, esse Tejo salgado pelo Atlântico que dá todas as cores e brilhos à Cidade: a perspectiva de uma gaivota, atenta e predadora versus a vigilância das navegações fluviais a partir da Torre de Controlo de Algés.
A nova torre do Tejo é a expressão contemporânea do Porto de Lisboa moderno, numa perspectiva oficial da administração portuária, de tal forma entusiasta que a APL deixou de utilizar a Torre de Belém como símbolo, em detrimento da actual Torre Inclinada.
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A nova torre do Tejo é a expressão contemporânea do Porto de Lisboa moderno, numa perspectiva oficial da administração portuária, de tal forma entusiasta que a APL deixou de utilizar a Torre de Belém como símbolo, em detrimento da actual Torre Inclinada.
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Terça-feira, Abril 21, 2009
SEJA O QUE DEUS QUIZER
É este o nome sugestivo de uma das embarcações tradicionais de pesca portuguesas expostas ao ar livre no Museu de Marinha de Lisboa, junto à Praça do Império.
Vale a pena a visita.
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Belém,
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Museus de Lisboa
Segunda-feira, Abril 20, 2009
À VELA ENTRE CABOS
Duas embarcações navegam à vela na Baía de Cascais, por entre os Cabos Espichel e da Roca, dentro dos limites territoriais da nossa Lisboa Marítima...
Fotografia obtida a 13 de Março de 2009.
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Lisboa Entre Cabos em Destak
O jornal DESTAKdá hoje honras
de divulgação ao nosso blogue...
Na página 4, com a assinatura de Inês Gonçalves, a quem muito agradeço a divulgação deste espaço e assim dos assuntos marítimos de Lisboa!!!!
Muito simpático...
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CIDADE FELINA
na porta da antiga caldeiraria do Porto de Lisboa,
hoje um espaço requalificado
e adaptado a escritório
de uma agência de navegação,
vivem gatos sabedores
e apreciadores do Tejo e da
magnífica luz de Lisboa.
Mais gatos lisboetas aqui...
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ONDE ESTARÁ O MAR ?
Este Infante de Pedra do Mestre Leopoldo de Almeida, depositado na margem do Tejo a Belém em 1960 deve ser um campeão de paciência. Sempre imóvel na sua busca de conhecimento e de mares.
Deviamos lá meter outros figurões da actual nomenclatura dirigente, a ares, talvez lhes passasse o analfabetismo marítimo e a presunçãozinha...
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Deviamos lá meter outros figurões da actual nomenclatura dirigente, a ares, talvez lhes passasse o analfabetismo marítimo e a presunçãozinha...
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PAISAGEM MARÍTIMA
Gosto desta paisagem do nosso Tejo, com os navios atracados aos cais de Lisboa salpicados de Odes Marítimas, de
"Tudo o que tem íntima cordagem
Enxárcias cabos correias
Para o maquinismo das viagens
Dos ciclones que cortam as veias"
Excerto de Cântico de um País Emerso,
de Natália Correia
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"Tudo o que tem íntima cordagem
Enxárcias cabos correias
Para o maquinismo das viagens
Dos ciclones que cortam as veias"
Excerto de Cântico de um País Emerso,
de Natália Correia
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Porto de Lisboa,
Rio Tejo,
Tejo
Segunda-feira, Janeiro 05, 2009
Rua de Santa Justa
Rua de Santa Justa vista de cima e elevador do mesmo nome, um dos ícones da Baixa de Lisboa, numa perspectiva curiosa tirada do Carmo.
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Domingo, Janeiro 04, 2009
OLHAR O TEJO
Um olhar de estrangeiros sobre o rio Tejo em modo poente de inverno. Provavelmente dois turístas em passeio pela margem norte na Junqueira. Ali mesmo sob a ponte cor de sangue de boi, naquele velho pontão que serviu para apoio às obras de construção da tal ponte e depois foi usado para descarga de inertes durante alguns anos, até esta função ser relegada para o Poço do Bispo quando no início dos anos noventa do século passado se começaram a ordenar melhor os espaços do porto.
Imagens registadas a 2 de Janeiro deste novo ano de 2009, com o paquete SAGA RUBY atracado em Alcântara, mesmo ali ao lado.
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Imagens registadas a 2 de Janeiro deste novo ano de 2009, com o paquete SAGA RUBY atracado em Alcântara, mesmo ali ao lado.
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Quinta-feira, Dezembro 18, 2008
Sol de Inverno no Chiado
O Chiado banhado pelo Sol de Inverno na Cidade mais maravilhosa do Ocidente Atlântico, essa Lisboa velha e cansada de tanta gente chata e ingrata na sua ignoranciazinha rotineira e maldizente das partidarites de girls e boys quais baronetes da Lisboa Romântica que já desdenhava a traça Pombalina da Cidade da Luz Atlântica...
E o Chiado indiferente banhado por esse mesmo Sol de sempre.
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E o Chiado indiferente banhado por esse mesmo Sol de sempre.
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Terça-feira, Março 04, 2008
CIDADE DO MAR
Lisboa Cidade do Mar. Por escolha da natureza, confirmada por esta gaivota em solene abandono na calçada portuguesa da Baixa Pombalina... Quem sabe não será a Gaivota do Alexandre O'Neill..."Se uma gaivota viesse trazer-me o céu de Lisboa..."
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Segunda-feira, Março 03, 2008
CIDADE DAS GATAS
Gata adormecida em fundo de azulejos lisboetas, numa atmosfera de tranquilidade felina contagiante...
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Domingo, Março 02, 2008
LISBOA CIDADE MARAVILHOSA
Verdadeira Princesa do Tejo, Lisboa é a nossa Cidade Maravilhosa enfeitiçada por uma luz deslumbrante que aos locais e visitantes convida a passear e usufruir o que a naturesa e a criação humana foram moldando ao longo de séculos
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Quarta-feira, Fevereiro 27, 2008
PAI NOSSO QUE ESTAIS NO CÉU...
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PONTE SOBRE O RIO E A CIDADE
A nossa Ponte vista de Sul num abraço movimentado ao Tejo e a Lisboa. Embora só ligue as duas margens do rio desde a década de sessenta, a Ponte é um dos mais visíveis ex-libris de Lisboa, de tal forma que é difícil imaginar o Tejo e a Capital sem a Ponte 25 de Abril ex-Salazar...
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Domingo, Janeiro 13, 2008
Sexta-feira, Setembro 14, 2007
CIDADE AO ENTARDECER

Lisboa a entardecer envolvida por uma luz já a sugerir Outono. Setembro já vai a meio...
Legenda e foto de Luís Miguel Correia - 2007
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Sexta-feira, Julho 13, 2007
CERTITUDE

Si je te parle c' est pour mieux t' entendre
Si je t' entends je suis sûr de comprendre
Si tu souris c' est pour mieux m' envahir
Si tu souris je vois le monde entier
Si je t' étreins c' est pour me continuer
Si nous vivons tout sera à plaisir
Si je te quitte nous nous souviendrons
Et nous quittant nous nous retrouverons
Poesia de Paul Éluard, fotografia de Luís Miguel Correia - Copyright 2007
Quinta-feira, Julho 12, 2007
ELÉCTRICOS DE LISBOA


Eléctricos de Lisboa. Já não são o que eram, nem sequer amarelos na totalidade. Modernizaram-se, tornaram-se objectos de culto para turístas e lá vão andando alguns num sobe e desce de colinas e ruas apertadas. para felicidade de nativos, visitantes e os sempre afoitos carteiristas...
Texto e imagens copyright Luís Miguel Correia- 2007
Texto e imagens copyright Luís Miguel Correia- 2007
O FAROL DE BELÉM


É o farol de Belém. Não orienta as navegações fluviais e oceanicas como os outros de verdade, mas desperta a imaginação e memórias antigas. Do tempo do antigo Mercado da Primavera, nos anos sessenta, de romagem obrigatória por idos de Abril, normalmente com chuva. E mesmo em frente os navios.
Uma tarde era o paquete AMÉLIA DE MELLO, novíssimo paquete da Sociedade Geral, em provas de mar antes da viagem inaugural a Angola.
De outra vez foi o GIULIO CESARE, a largar o piloto e logo de saída rumo à barra.
Nem só de ver navios se vivia no Mercado da Primavera. Havia artesanato, danças de folclore e óptimas farturas...
Memória e imagens copyright Luís Miguel Correia - 2007
Uma tarde era o paquete AMÉLIA DE MELLO, novíssimo paquete da Sociedade Geral, em provas de mar antes da viagem inaugural a Angola.
De outra vez foi o GIULIO CESARE, a largar o piloto e logo de saída rumo à barra.
Nem só de ver navios se vivia no Mercado da Primavera. Havia artesanato, danças de folclore e óptimas farturas...
Memória e imagens copyright Luís Miguel Correia - 2007
Domingo, Junho 03, 2007
CÍRIO DA FUNDAÇÃO DA SENHORA DA ATALAIA
É uma tradição que remonta a 1503: o Círio da Fundação da Senhora da Atalia deixa o seu oráculo na Atalaia, de dois em dois anos e atravessa o Tejo numa embarcação tradicional em procissão até Lisboa e o Convento do Beato.Assim aconteceu uma vez mais nos dias 2 e 3 de Junho último. Mais informações no blogue Atlântico Azul da Sailor Girl.
Imagens da procissão nas ruas da Moita antes do embarque para a travessia do rio.


reservados - copyright)
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Terça-feira, Maio 01, 2007
PALENÇA

Situado na margem Sul do Tejo mesmo a jusante da Ponte 25 de Abril de Salazar, num local de grande beleza e belíssimas condições portuárias, com bons fundos e águas abrigadas, fica o terminal graneleiro de Palença, da empresa TAGOL. O local fica meio escondido mas há quase sempre navios a descarregar. Cusiosamente é raro ver navios portugueses...
Texto e imagens de Luís Miguel Correia (Copyright)
Texto e imagens de Luís Miguel Correia (Copyright)
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Segunda-feira, Abril 30, 2007
BELÉM JUNTO AO TEJO
Domingo, Abril 08, 2007
LISBOA ANTIGA
Sexta-feira, Fevereiro 23, 2007
LISBOA VISTA DO PRINCIPE PERFEITO AMANHÃ
Amanhã, sábado 24 de Fevereiro, o lugre PRINCIPE PERFEITO, da empresa Veltagus larga da Doca de Alcântara, pelas 10h00 da manhã, para um passeio no Tejo dedicado em especial a entusiastas de navios. A viagem termina pelas 12h30 com o regresso ao local de partida, junto à ponte móvel da Rocha do Conde de Óbidos. Preço por passageiro: adultos €22, crianças €12.Contará com a presença do editor do blogue LISBOA ENTRE CABOS, Luís Miguel Correia, sendo aberto aos habituais visitantes do blogue: uma forma de nos conhecermos pessoalmente, falar de Lisboa a partir do rio, dos seus navios, etc... E não há melhor forma de ver a nossa bela Lisboa da Óde Marítima e dos navios.
Mais informações pelo telemóvel seguinte: 965139021
Sábado, Fevereiro 17, 2007
Terça-feira, Fevereiro 06, 2007
TRAFARIA BEACH & RESORT



Um dos recantos esquecidos da Foz do Tejo, ali à margem Sul. A Trafaria, uma antiga praia, um pequeno porto de pesca artesanal e um monstro: o terminal graneleiro cerealífero com os seus silos azuis e cinza. Um excelente destino turístico para um cruzeiro na Transtejo, a partir de Belém e via Porto Brandão...
Fotos de Luís Miguel Correia - 6 Fevereiro 2007
TORRE DE ALGÉS
ALCÂNTARA VISTA DAS NECESSIDADES



Três perspectivas do Vale de Alcântara a partir do jardim fronteiro à capela do Palácio das Necessidades: uma antiga zona industrial de Lisboa em plena transformação. Com um terminal de contentores encravado na cidade e a via férrea a servir de muro. Há planos para fazer crescer o terminal de contentores, mas o projecto de enterrar a via férrea parece adiado para as calendas gregas...
Fotos de Luís Miguel Correia - 6 Fevereiro 2007
Quarta-feira, Janeiro 24, 2007
LISBOA LUMINOSA
Há dias em que Lisboa se enche de luz. As velhas casas e edifícios redobram cores encostas abaixo fazendo-nos acreditar que a cidade é eterna, como eterno é o namoro com o Tejo.
E o rio torna-se azul a correr para o Atlântico, a abraçar os seus segredos seculares.Segredos de poetas e marinheiros, segredos de antigos degredados condenados à saudade. Segredos da vitalidade da nossa Lisboa de sempre.
Foi assim no passado dia 23 de Dezembro, tarde em que fiz estas fotografias de Alfama a partir do Jardim do Tabaco. Foi um dia luminoso de segredos azuis...

Texto e fotografias de L. M. Correia - 23 Janeiro 2007
Segunda-feira, Janeiro 15, 2007
Para a S. G.
JANELAS VERDES VIRADAS PARA O TEJO
Sexta-feira, Janeiro 12, 2007
Quarta-feira, Dezembro 27, 2006
LISBOA ESTRELADA
Sábado, Dezembro 23, 2006
TERREIRO TRISTE ou CHARCO DO PAÇO
Segundo os manuais de "boas maneiras" relativos à cidade de Lisboa, a PRAÇA DO COMÉRCIO é uma das mais belas praças da Europa. Comparam-na à de São Marcos, em Veneza.A realidade do Terreiro do Paço nestes últimos anos é contraditória desta pretensão lisboeta às glórias continentais e nega a sua principal virtude: ser a porta da cidade para quem vem do mar, Tejo acima. Ou vinha em tempos idos.

Hoje o Paço envergonha-nos com um Terreiro triste, sujo, desprezado. A falta de preservação e carinho por este local, o desrespeito pela dignidade do coração da baixa pombalina, tudo isso está patente nesta realidade. Fruto de negligências várias, obras infelizes e muita irresponsabilidade autárquica, o Terreiro do Paço apresenta em Dezembro de 2006, o aspecto ridículo que as nossas fotos demonstram. 

Uma vista para o rio emparedada, o cais das colunas sem colunas e totalmente vilipêndiado, e uma reprodução muito realista do que era Cabo Ruivo antes da EXPO, com um chaco povoado de aves selvagens. A Lisboa que temos.
Texto e fotografias de Luís Miguel Correia - 2006
Quarta-feira, Dezembro 06, 2006
CAIS DO SODRÉ SÉCULO XXI


Um dos locais de Lisboa com mais tradição marítima, o Cais do Sodré tem vindo a desmaritimizar-se ao mesmo tempo que se moderniza. Exemplos da presente modernidade, são a estação do Metro e a nova estação marítima e sede social da TRANSTEJO. As novas construções não afastaram a indesejada cultura de marginalidade, cuja expressão artística se manifesta na fachada do Metro..., confoeme fotos.
De negativo, referir que o volume
de construção tem aumentado o emparedamento do Tejo...
LMC - 2006
PELOURINHO MUNICIPAL

Situado em frente da Câmara Municipal de Lisboa, o Pelourinho deixou há muito deestar associado à aplicação da justiça, sendo hoje uma peça decorativa da cidade. Nesta perspectiva tem o seu valor, com a coluna talhada numa pedra única. Classificado como monumento nacional este Pelourinho data do final do século XVIII, desconhecendo-se a identidade do autor respectivo.Fotos e comentário de Luís Miguel Correia - 2006
Segunda-feira, Novembro 27, 2006
LISBOA A PARTIR DO TEJO



Agora que a TRANSTEJO desviou a carreira de ferries do Cais do Sodré para Belém, atravessar o rio até Cacilhas é um desafio de redescoberta da Cidade. Do rio, Lisboa assume-se como cidade marítima, que de facto é cada vez menos, por razões conjunturais que não vamos abordar aqui. E vem-me à memória a semelhança com São Salvador, feita à semelhança da capital do Império, agora à distancia de todas as decadências. E Lisboa continua bonita.
Interessa sim observar a Cidade, com a luz marítima inconfundível de Lisboa, os navios à mistura, enquanto "La Nave Va..."

Imagens e texto de Luís Miguel Correia-2006
Segunda-feira, Novembro 13, 2006
PAÇO DO COMÉRCIO
ENLACE À MODA DAS AZENHAS
A beleza das Azenhas do Mar e o pitoresco da praia fazem desta localidade um dos locais preferidos para fotografias de casamentos, com os pares de noivos e respectivos adidos fotográficos a fazerem filas de espera aos Sábados de tarde, dia especialmente apreciado por quem ousa ser feliz para sempre. Normalmente nem um por de sol romantico falta a este cenário de felicidade conjugal...O MAR DAS AZENHAS
Mesmo às portas de Lisboa, para norte do Cabo da Roca toda a costa é lindíssima, mas nada se compara às Azenhas do Mar, pequena povoação no sopé da Serra de Sintra, virada à Ericeira, que se avista para Norte.
E em frente, a imensidão do Atlântico, livre e selvagem até aos Açores... Junto às Azenhas há passeios a descobrir, como aconteceu recentemente com este aventureiro do Club Hanomag Portugal...
Texto e imagens de L. M. Correia - 2006



E em frente, a imensidão do Atlântico, livre e selvagem até aos Açores... Junto às Azenhas há passeios a descobrir, como aconteceu recentemente com este aventureiro do Club Hanomag Portugal...Texto e imagens de L. M. Correia - 2006



Sexta-feira, Outubro 27, 2006
A CIDADE, O PORTO E O RIO
Não há dúvida que o Tejo enriquece Lisboa em todos os sentidos e amplitudes. Do mesmo local,
ali à Junqueira, pode ver-se um grande paquete prestes a largar (QUEEN ELIZABETH 2), o Palácio das Necessidades adormecido ao sol de Outono a querer esquecer a aflição de D. Manuel II acordando pela última vez em Lisboa sob bombardeamento a 5 de Outubro, turístas a desvendar os segredos do rio com a cumplicidade do S. PAULUS da Transtejo, ou as carruagens perdidas de 150 anos de combóios portugueses...


Observação e imagens de Luís Miguel Correia - 2006
ali à Junqueira, pode ver-se um grande paquete prestes a largar (QUEEN ELIZABETH 2), o Palácio das Necessidades adormecido ao sol de Outono a querer esquecer a aflição de D. Manuel II acordando pela última vez em Lisboa sob bombardeamento a 5 de Outubro, turístas a desvendar os segredos do rio com a cumplicidade do S. PAULUS da Transtejo, ou as carruagens perdidas de 150 anos de combóios portugueses...


Observação e imagens de Luís Miguel Correia - 2006 DOCA DE SANTO AMARO MULTI-PANORÂMICA
Do mesmo local, ao fundo da Doca de Santo Amaro , ali entre Alcântara e a Junqueira, na margem Norte do Tejo, mesmo debaixo da Ponte que Salazar nos legou em herança, vejam só a diversidade da paisagem, nestas fotografias tiradas rodando a sensibilidade do fotógrafo cerca de 360 graus. E é tudo tão bonito...
As carruagens de combóios parecem destinadas a uma qualquer comemoração dos 150 anos do Caminho de Ferro.
Aninhado junto à Ponte, um novo hotel Vila Galé marca a paisagem.
Ao lado embarcações de recreio e antigos armazens convertidos em unidades de lazer.
E no rio, a navegação despede-se da Ponte, fazendo proa à barra.
Aninhado junto à Ponte, um novo hotel Vila Galé marca a paisagem.
Ao lado embarcações de recreio e antigos armazens convertidos em unidades de lazer.
E no rio, a navegação despede-se da Ponte, fazendo proa à barra.Observação e fotos de L. M. Correia - 2006
Quarta-feira, Outubro 25, 2006
PORTO BRANDÃO
Porto Brandão é um dos muitos lugares simpáticos da margem Sul do Tejo, em frente a Lisboa, que de alguma forma conservam um provincianismo pitoresco
mesmo às portas da Capital. Trata-se de um lugar de passagem, dos autocarros para o cacilheiro, que faz a ligação com Belém e a Trafaria.
A viagem fluvial é uma atracção em si mesma, especialmente se feita nos cacilheiros ex-alemães, mais confortáveis e estáveis (TRAFARIA PRAIA, MOURARIA e MARVILA). Do tombadilho à popa pode apreciar-se a margem, com os seus muitos recortes e curiosidades, nomeadamente as ruinas do antigo lazareto, junto ao Porto Brandão, onde nos séculos XIX e início de XX eram colocados de quarentena os tripulantes e passageiros de navios procedentes de terras onde houvesse suspeita de doenças epidémicas.
Hoje, Porto Brandão é famoso nos roteiros gastronómicos, com diversos restaurantes onde se pode apreciar uma boa caldeirada...Texto e fotos de Luís Miguel Correia - 2006
Segunda-feira, Outubro 16, 2006
ESTAÇÃO DE SUL E SUESTE
As obras intermináveis da construção da linha de Metro do Cais do Sodré para Santa Apolónia, têm levado à desfiguração temporária da Praça do Comércio e zonas adjacentes. Um dos ícones da zona, o Cais das Colunas está desaparecido há anos. A montante deste cais (hoje virtual), há um edifício muito bonito e funcional, pelo qual se embarca para o Barreiro. É a Estação Fluvial do Sul e Sueste, durante muitos anos operada pela CP, cujos navios faziam a ligação à estação ferroviária do Barreiro. Com a abertura da Ponte 25 de Abril ao tráfego ferroviário, a ligação fluvial passou a estar a cargo da Soflusa, empresa adquirida pela Transtejo, cujos catamarans ligam regularmente Lisboa ao Barreiro.
Aqui fica um olhar de pormenor para a fachada da estação, da autoria do arquitecto Cottinelli Telmo, inaugurada com pompa e circunstância a 28 de Maio de 1932, como uma das primeiras obras do Estado Novo.Comentários e imagens de Luís Miguel Correia - 2006
RUAS PARA PASSEAR


É uma atitude típica da actual sociedade de consumo querer mais de tudo. O problema não é de agora pois já o Principe Perfeito se queixava de só ter herdado "as ruas para passear". O que em Lisboa não é problema, pois a cidade e as suas ruas são tão bonitas...



Fotos e comentário de Luís Miguel Correia - 2006
Sábado, Outubro 14, 2006
AUTORETRATO ENTRE CABOS
Quinta-feira, Outubro 12, 2006
CIDADE DAS COLINAS
Lisboa e a sua realeza feita de bronzes dispersos pela cidade, confundindo-se com os telhados e os prédios amarelos...
Contam-se sete colinas, mas se calhar observando melhor haverá mais,
tantas quanto a cidade vai crescendo.
Mas a Lisboa do sobe e desce, dos eléctricos e do namoro com o Tejo será sempre a velha Lisboa do Fado e dos dias a prometer chuva, tanto quanto a cidade das cores mediterrânicas à beira do Atlântico nos muitos dias ensolarados. Entre Cabos, claro, que quem chega a Lisboa de navio, como tive o privilégio de fazer uma vez mais há dias, o que vê primeiro é a luz dos farois, um na Roca, outro no Espichel. E lá se vai navegando entre Cabos, depois barra acima, passando entre Torres ali entre o Búgio e São Julião. Quando a água muda de côr, trocando o azul atlântico pelo esverdeado característico do Tejo...
E nos velhos cais de pedra há sempre uma gaivota à espera, como que a marcar saudades.

LMC - 2006
Contam-se sete colinas, mas se calhar observando melhor haverá mais,
tantas quanto a cidade vai crescendo.
Mas a Lisboa do sobe e desce, dos eléctricos e do namoro com o Tejo será sempre a velha Lisboa do Fado e dos dias a prometer chuva, tanto quanto a cidade das cores mediterrânicas à beira do Atlântico nos muitos dias ensolarados. Entre Cabos, claro, que quem chega a Lisboa de navio, como tive o privilégio de fazer uma vez mais há dias, o que vê primeiro é a luz dos farois, um na Roca, outro no Espichel. E lá se vai navegando entre Cabos, depois barra acima, passando entre Torres ali entre o Búgio e São Julião. Quando a água muda de côr, trocando o azul atlântico pelo esverdeado característico do Tejo...
E nos velhos cais de pedra há sempre uma gaivota à espera, como que a marcar saudades.
LMC - 2006
QUE LINDA É LISBOA
Uma boa maneira de ver e sentir uma cidade é percorrê-la a pé. E que bons passeios há para fazer em Lisboa, cidade de luz e contrastes...
Tanta coisa para apreciar, da arquitectura aos visitantes de umas horas que dão pelo nome de navios, como o ARCADIA, que esteve atracado em Santa Apolónia no dia 4 de Outubro...

LMC - 2006
LISBOA EM RITMO DE OUTONO
Já chegaram os vendedores de castanhas a Lisboa. Normalmente anúnciam o Outono e Inverno, com os carrinhos e o cheiro característico das castanhas assadas. Uma das coisas boas desta época. E estes carrinhos vão-se modernizando, este provavelmente será Benfiquista, ehehehe...Foto e comentário de Luís Miguel Correia - 2006
Quarta-feira, Outubro 11, 2006
ANIMAIS E CIDADE
Nestes dias de Outono suave, percorro as ruas da cidade e comove-me ver como algumas pessoas tratam os animais. Bem, com uma manifesta dedicação fraterna.
A cidade sempre foi referida pelos cronistas quanto aos seus animais nas situações mais variadas ao longo dos tempos. (Hoje, por exemplo, os únicos suínos a circular livremente em Lisboa são arraçados de "homo sapiens" de tal forma que só lhes reconhecemos a origem de porquinhos por pequenos actos irreflectidos, como abrir a janela da viatura em andamento e renovar a prática de "lá vai água" de antigamente, atirando para a via o seu lixo, desde o maço de cigarros ao encantador guardanapo de papel ou "kleenex". Não gosto destes animais, desculpem.)
A cidade move-se em passo apressado de hora de ponta. Sentados no chão a mendigar, uma mulher jovem, provável emigrada do Leste, com um cãozinho. Na mulher, o sorriso simpático e simples de quem vive sem esperar mais do que o dia seguinte. No rafeirinho, a expressão cúmplice de felicidade canina...
A circular próxima, uma outra jovem, o copo de plástico a recolher moedinhas: encenação de liberdade salpicada de pobreza, ou duas meninas e um cão, uma história da cidade de Lisboa. Com fotografia.
Fotografia e observação citadina de Luís Miguel Correia - 2006
Quem ajuda o MAX?
Olá,Este é o Max, um cãozito de porte pequeno/médio, tipo cão de água, que foi abandonado numa obra em Miramar.
Foi sendo protegido e alimentado por alguns trabalhadores, mas a obra terminou e ele ficou sozinho. Há dois dias tentou abrigar-se numa garagem de uma das casas da obra onde ele estava habituado a viver e foi escorraçado pelo proprietário a pontapé.
Uma senhora testemunhou o que aconteceu, teve pena dele e telefonou-me. Eu disse-lhe que não tinha nenhum local, mesmo que temporário, para o acolher e que a única solução seria colocá-lo num hotel canino. A senhora dispôs-se a pagar uma semana de hotel, durante a qual eu fiquei de lhe tentar encontrar um dono. O Max tem cerca de 2 anos e é uma meiguice. Adora festas e dá-se muito bem com outros animais. Está vacinado, desparasitado interna e externamente, e foi esterilizado por isso pode conviver com fêmeas sem risco de ninhadas indesejadas. Por favor, ajudem-me a divulgar mais este pequeno, tenho muito pouco tempo para lhe encontrar um novo lar. Obrigada!
Maria (Contactos: 93 840 61 31, mariapteixeira@gmail.com)
DATA DO APELO: 11 de Outubro de 2006
Segunda-feira, Outubro 09, 2006
CHIADO DE CARA LAVADA
Para mim o Chiado é sempre uma referência da minha Lisboa Querida.
Mas hoje não é o que era, talvez por eu ter crescido. Também pelas muitas mudanças, especialmente depois do incêndio de 1988.
O Chiado perdeu a centralidade burguesa da minha meninice. Mas gradualmente tem recuperado alguma vitalidade e cores. Está cada vez mais de cara lavada e encanta turistas em quantidade significativa. E continua o mesmo Chiado...
Luís Miguel Correia - 2006
Mas hoje não é o que era, talvez por eu ter crescido. Também pelas muitas mudanças, especialmente depois do incêndio de 1988.
O Chiado perdeu a centralidade burguesa da minha meninice. Mas gradualmente tem recuperado alguma vitalidade e cores. Está cada vez mais de cara lavada e encanta turistas em quantidade significativa. E continua o mesmo Chiado...Luís Miguel Correia - 2006
O CHIADO DOS LIVROS
O Chiado sempre foi um dos meus caminhos preferidos para os livros.
Desde os tempos em que juntava cinquenta escudos para ir comprar mais um volume da Enciclopédia VERBO JUVENIL à Bertrand.

Mesmo em frente, na outra esquina, ainda se pode e deve entrar na SÁ DA COSTA, que se mantém igual a si própria desde sempre.
E agora há a venda de livros nas bancas da Rua Anchieta, um passeio agradável ao sol deste Outuno lisboeta. Como este último sábado, dia 7... 
LMC
Desde os tempos em que juntava cinquenta escudos para ir comprar mais um volume da Enciclopédia VERBO JUVENIL à Bertrand.
Mesmo em frente, na outra esquina, ainda se pode e deve entrar na SÁ DA COSTA, que se mantém igual a si própria desde sempre.
E agora há a venda de livros nas bancas da Rua Anchieta, um passeio agradável ao sol deste Outuno lisboeta. Como este último sábado, dia 7... 
LMC
SEMPRE O CHIADO
Sexta-feira, Setembro 22, 2006
GARE MARÍTIMA DE ALCÂNTARA

Mais algumas imagens do cais de Alcântara, agora visto de bordo de um navio.Nota-se o acrescento do cais, efectuado na década de oitenta
como forma de solucionar problemas de degradação da muralha devido a dragagens excessivas no início dos anos sessenta para permitir a atracação de grandes paquetes, como o FRANCE, o UNITED STATES ou o CANBERRA, com calados próximos dos 10 metros.
A reconstrução do cais deu então origem ao avanço da muralha, processo que entretanto já foi ampliado para oferecer maior àrea de parqueamento de contentores e possibilitar a atracação de navios com maior calado.
No interior da estação, destaque para os paineis de Almada Negreiros, a decorar a antiga sala de embarque para passageiros de primeira classe.
LMC - 2006
UM PRINCIPE NO TEJO
ESTAÇÃO MARITIMA DE ALCÂNTARA
Custou a bonita soma de 5000 contos em 1943 e foi apresentada como "um marco de civilização", inserindo-se no surto de óbras públicas do Estado Novo sob a égide de Duarte Pacheco. É um dos edifícios mais bonitos da beira-Tejo: a estação marítima de Alcântara, construída durante a segunda guerra mundial segundo projecto de Porfírio Pardal Monteiro, que concebeu também a estação da Rocha do Conde de Óbidos, construída a seguir à de Alcântara e menos rica, com apenas um átrio.
Estas nossas Gares Marítimas denotam uma forte influência estética da estação marítima de Nápoles, edificada anos antes, com uma monumentalidade muito superior.O projecto contemplava a ligação das duas estações pela varanda, havendo estações complementares mais pequenas entre as principais que não vieram a ser construídas, uma vez que a ideia era o cais de Alcântara à Rocha ser destinado aos navios de passageiros.
Na realidade manteve-se o entreposto de Alcântara Sul, seguido do cais da Companhia Colonial de Navegação, mesmo junto à Rocha. Depois vieram as reconstruções da muralha e o aumento da área de cais e terraplenos, e a estação de Alcântara está cada vez mais ameaçada de isolamento do rio por uma muralha de contentores, com a vizinha Liscont a querer estender a sua concessão para juzante.
O aumento de visitas de navios de cruzeiros a Lisboa tem garantido uma utilização regular do edifício, embora já tenham sido efectuadas muitas alterações que diminuiram a funcionalidade da Gare Marítima. E parece haver quem queira pura e simplesmente encerrá-la. A bem da contentorização...
O aumento de visitas de navios de cruzeiros a Lisboa tem garantido uma utilização regular do edifício, embora já tenham sido efectuadas muitas alterações que diminuiram a funcionalidade da Gare Marítima. E parece haver quem queira pura e simplesmente encerrá-la. A bem da contentorização...Fotos e texto de Luís Miguel Correia - 2006
Quarta-feira, Setembro 20, 2006
CAMINHOS DE ROMA


Em termos históricos a ideia de que todos os caminhos iam dar a Roma sofreu muitos desvios, o último dos quais a favor de Bruxelas, mas em Lisboa o conceito continua a ter uma importância relativa.

É que a Avenida de Roma, uma das mais importantes avenidas novas na expansão urbana da cidade da primeira metade do século XX, forma um eixo verdadeiramente cosmopolita, ligando o mundo toponómico citadino, de Roma a Londres, dos EUA ao Brasil, correndo paralelamente a Madrid e tendo como referências próximas o único Papa português, João XXI e Paris. 
Aqui fica um olhar fotográfico próximo do cruzamento entre as avenidas de Roma e João XXI, vislumbrando a praça de Londres, e olhando para um quiosque, uma livraria e um antigo cinema...

Aqui fica um olhar fotográfico próximo do cruzamento entre as avenidas de Roma e João XXI, vislumbrando a praça de Londres, e olhando para um quiosque, uma livraria e um antigo cinema...
Deambulação verbal e fotográfica de Luís Miguel Correia - 2006
Quarta-feira, Agosto 30, 2006
Janela Manuelina
LISBOA EM MODO DE VERÃO
Segunda-feira, Agosto 07, 2006
TERTÚLIA À BEIRA RIO

Tertúlia à beira rio numa destas manhãs de verão, ali mesmo entre a Central Tejo e a estação fluvial de Belém. Uma antiga ponte-cais usada em tempos para a descarga de carvão destinado à central eléctrica e cuja principal serventia é agora o apoio aos pescadores de ocasião.

Por entre a cavaqueira de compadres, o peixe pica o isco e lá temos taínha para a Patroa amanhar, que o robalo é mais esquivo e raro...
O Tejo na sua melhor vertente popular...
Observação e fotos de Luís Miguel Correia - 2006
Domingo, Agosto 06, 2006
ELECTRICOS DE LISBOA





Algumas imagens dos electricos da Carris, que depois de sobreviverem à extinção decretada pela modernidade, se converteram em património turístico activo. E a cidade fica mais bonita com estes aôzinhos a rodar sobre carris...
Several recent photographs of Lisbon trams, specially for Peter, waiting for a trip to Lisbon...
Copyright photos by Luís Miguel Correia - 2006
Sábado, Agosto 05, 2006
OS AMARELOS DA BICA


Hoje são verdadeiros sobe-e-desce turisticos, galgando a colina desde São Paulo até ao Calhariz, pelas calhas fieis da Bica de Duarte Belo.
São dos elevadores mais famosos de Lisboa, operados pela companhia Carris e pintados com o mesmo amarelo vivo dos eléctricos. Pena é que nos últimos anos confusões diversas entre conceitos de arte popular e vandalismo se exprimam nestes ícones da Carris.
São pintados e muito bem mantidos, mas a fúria artistica não dá tréguas e os nossos elevadores expõem frequentemente gatafunhos feios, sujos e maus, a espelhar os seus criadores clandestinos.
Texto e fotos de L. M. Correia - 2006
JARDINS SUSPENSOS LISBOETAS



Os jardins suspensos lisboetas são um elemento importante numa paisagem rica de cores e formas da cidade antiga.
Ao lado de habitações populares escondem-se discretos palácios. Muito do património precisa de cuidados de recuperação apesar de nos últimos anos se ter feito mundo na reabilitação de prédios, agora com cores mais vivas a retribuir a alegria natural da luz e ambiente da cidade do Tejo.

Palavras e imagens de Luís Miguel Correia - 2006
CIDADE DA ROUPA ÀS CORES


A dois passos do Chiado, mesmo ali à Bica, a roupa lavada empresta os seus desenhos coloridos a uma paisagem feita também de estendais. Tudo parece ter parado no tempo, muito lá atrás em pinceladas de uma suave decadência adormecida em raízes medievais.
As limitações sociais decorrentes de uma população envelhecida com poucos meios de vida é cartaz típico para turistas. Lisboa torna-se ainda mais beautiful...

Imagens e palavras de Luís Miguel Correia - 2006
Quarta-feira, Agosto 02, 2006
O SEM ABRIGO DE SANTA CATARINA
Largo de Santa Catarina. Uma porta nobre salpicada de decadência a enquadrar mais uma criatura que de uma forma politicamente correcta apelidamos de sem abrigo.Sem abrigo, expondo na rua a falta de sorte, a desumanidade lisboeta, a da tal capital atlântica e europeia que ainda persiste em quadros medievais destituídos de dignidade. Lamentável.
Mesmo a li ao lado, nas escadinhas da Travessa da Portuguesa, um gato da mesma cor, também sem abrigo, agonizava. Ao lado, esvoaçavam os turistas encantados com o pitoresco das decadências de Lisboa, tão hábil sempre a esconder as misérias por entre a magia de uma luz brilhante, tão bonita.
Fotografou e escreveu Luís Miguel Correia - 2006
Sábado, Julho 29, 2006
D. DINIS de Fernando Pessoa
Na noite escreve um seu Cantar de Amigoo plantador de naus a haver,
e ouve um silêncio múrmuro consigo:
É o rumor dos pinhais que, como um trigo
De Império, ondulam sem se poder ver.
Arroio, esse cantar, jovem e puro,
Busca o oceano por achar;
E a fala dos pinhais, marulho obscuro,
É o som presente desse mar futuro,
É a voz da terra ansiando pelo mar.
Fernando Pessoa in MENSAGEM
Foto de Luís Miguel Correia - 2006
ESTACIONAMENTO EXEMPLAR
Vista da Praça do Munícipio, em Lisboa, com o edíficio sede da Câmara Munícipal, e uma viatura camarária estacionada indevidamente em cima do passeio, mesmo junto à entrada do parque subterrâneo local.Um mau exemplo, desnecessário e inestético. Terá recebido uma multazinha da nossa tão esforçada PSP?
Texto e foto de Luís Miguel Correia - 2006
CONTRASTES DISCRETOS
No decurso das minhas deambulações fotográficas pela Baixa Pombalina de Lisboa, entre a beleza óbvia do conjunto, a benção da luz atlântico-mediterrãnea e o fascínio do lugar, surgem curiosidades discretas, como as que aqui traduzimos nestas três imagens: o grafito a filosofar sobre o Tempo, numa esquina da Rua dos Sapateiros, a placa da loja de chás e cafés Casa Pereira da Conceição, na Rua Augusta, e um cartaz de Bento XVI, de expressão teutónica, com a carga emocional de todo o seu conservadorismo e autoridade, numa montra da Rua do Crucifixo.

Texto e fotos de Luís Miguel Correia- 2006
Segunda-feira, Julho 24, 2006
GRANDES VELEIROS EM LISBOA

De 19 a 23 de Julho último, Lisboa recebeu uma frota de grandes veleiros que atracaram à Rocha do Conde d'Óbidos e à Doca de Alcântara e atrairam as atenções de cerca de 500.000 visitantes. 
Os navios despediram-se do Tejo ontem com um desfile naval muito concorrido, e seguiram para Cádis.
Texto e fotografias de Luís Miguel Correia - 2006
Quinta-feira, Julho 20, 2006
EMVOLVENTE DA PRAIA DE ALGÉS

O alindamento relativo da Praia de Algés e respectivo passeio marginal prolonga-se até à entrada da Docapesca, sendo frequentado por inúmeros transeuntes em socializações várias e contemplações ribeirinhas.
Limitando a actual Praia fica a Torre que a APL construiu recentemente destinada ao controlo do tráfego portuário (VTS). 

Em frente estende-se prazenteira a Trafaria com os seus magníficos silos de cerais e complexo graneleiro portuário.
E mesmo ao lado, uma obra Filipina, o Faról do Búgio.
E mesmo ao lado, uma obra Filipina, o Faról do Búgio.O molhe que vai até à entrada da Docapesca podia estar mais limpo e ordenado, mas já foi pior, não se pode ter tudo, e o local apresenta uma morfologia de transição, se forem avante os projectos da APL para o local, nomeadamente a transformação da Doca de Algés (Docapesca) num ancoradoro para grandes embarcações de recreio e o desenvolvimento de projectos imobiliários de luxo. 

Teremos assim dado a volta ao círculo, com a requalificação da Algés ribeirinha para ricos e os pobrezinhos definitivamente despojados da sua Malibú de sonho. Um mundo cruel, sem dúvida. E entretanto lá se acabou a lota de Lisboa e o respectivo peixe fresco, em nome de uma regata que acabou por se concretizar em Valência...
Texto e fotos de Luís Miguel Correia - 2006
PRAIA DE ALGÉS

No tempo das Caravelas e respectivas Descobertas, a margem norte do Tejo multiplicava-se em Praias, da Boavista ao Restelo - último abrigo seguro para os navios antes de se fazerem à Barra. 

Os aterros dos séculos XIX e XX, nomeadamente a regularização da margem efectuada pelo Porto de Lisboa, de que a actual frente da Junqueira é um exemplo, normalizaram os recortes naturais do Rio. A Torre de São Vicente de Belém há muito deixou de ser uma ilha, e das antigas praias resta uma amostra mínima de areal em Pedrouços, a juzante do Forte do Bom Sucesso, e a praia de Algés, também muito reduzida e domesticada, com as obras portuárias efectuadas na zona a partir dos anos sessenta, caso da Docapesca e mais recentemente a nova doca da Torre VTS. 

No século XIX Algés chegou a ser praia da moda, perdendo depois a sua clientela mais sofisticada em prol de destinos mais longínquos, os Estoris e Cascais, conforme as preferências da Família Real. Sem pretensões a ter bandeira azul ou de qualquer outra cor, a Preaia de Algés ganhou recentemente alguma vida para além do seu contexto social de recurso fluvio-balnear para os pobrezinhos da zona. O arranjo da envolvente da praia e um cuidado mínimo com a sua limpeza tornaram o local mais atractivo. Um restaurante Mexicano, uma promenade com palmeiras e gente a passear, usufruindo o rio. Quando lá estivemos recentemente, banhistas apenas um...

Texto e fotografias de L. M. Correia - 2006
Domingo, Julho 16, 2006
NAMORAR À BEIRA RIO
A minha cidade é linda, chama-se Lisboa e tem encantos sem fim. Muitos derivam do Tejo, esse traçado de água esverdeada que refresca a cidade em termos de paisagem e contrastes.
E os Lisboetas sabem disso. É vê-los ao fim de tarde a namorar à beira rio. Como Lisboa, os seus nativos também têm encantos vários. Juntos numa simbiose de que resulta uma cidade magnifica. Um dos melhores climas da Europa, uma luz incomparável... 
Texto e fotografias de L. M. Correia - 2006
Segunda-feira, Julho 10, 2006
UMA JANELA PARA A CIDADE
Durante muitos anos andei de eléctrico
por Lisboa. Foi há muitos anos, os eléctricos eram muitos mais do que são actualmente. Carreiras mais distantes, viagens especiais com bilhetes para operários. Como o 16, do Poço do Bispo para Belém, pelas Janelas Verdes, Pampulha, Alcântara, com duas carruagens... E o 28, da Estrela para o Chiado ou a Rua da Conceição, que normalmente não me aventurava além daí.
Muitas vezes iam cheios, passageiros em pé, cadeiras de palinha só para os mais velhos ou os bafejados pela sorte de uma cadeira vaga. Sentado, o percurso era uma verdadeira viagem panorâmica pela cidade. Como acontece hoje com os turístas e os carteiristas que ao que parece muitas vezes os aliviam de valores efémeros. Turistas e ladrões às voltas pela Lisboa dos eléctricos. Por mim fico-me pelas saudades.
Foto e texto de Luís Miguel Correia - 2006
por Lisboa. Foi há muitos anos, os eléctricos eram muitos mais do que são actualmente. Carreiras mais distantes, viagens especiais com bilhetes para operários. Como o 16, do Poço do Bispo para Belém, pelas Janelas Verdes, Pampulha, Alcântara, com duas carruagens... E o 28, da Estrela para o Chiado ou a Rua da Conceição, que normalmente não me aventurava além daí.Muitas vezes iam cheios, passageiros em pé, cadeiras de palinha só para os mais velhos ou os bafejados pela sorte de uma cadeira vaga. Sentado, o percurso era uma verdadeira viagem panorâmica pela cidade. Como acontece hoje com os turístas e os carteiristas que ao que parece muitas vezes os aliviam de valores efémeros. Turistas e ladrões às voltas pela Lisboa dos eléctricos. Por mim fico-me pelas saudades.
Foto e texto de Luís Miguel Correia - 2006
Sexta-feira, Julho 07, 2006
TERREIRO DO PAÇO

Principal praça da Baixa Pombalina de Lisboa, a Praça do Comércio continua a ser para a maioria da população o Terreiro do Paço.

Aí existiu, do lado poente o Paço da Ribeira, mandado edificar por D. Manuel I e tudo se perdeu com o terramoto de 1 de Novembro de 1755.
Para financiar a reconstrução da cidade, o Marquês de Pombal lançou logo a 2 de Janeiro de 1756 uma taxa de 4 por cento sobre as importações, que se traduziu em somas avultadíssimas suportadas principalmente pelos comerciantes de Lisboa, razão pela qual à praça se deu o nome oficial de Praça do Comércio.
É uma bela praça fronteira com o Tejo que apesar de desprezado continua a ser a alma de Lisboa. Depois de muitos anos como rosto do Poder e em simultâneo estacionamento de viaturas, o local não parece ter ainda encontrado a utilização nobre que a localização e configuração deixam adivinhar. 
Faltam polos de natureza cultural e qualquer coisa mais que façam do Terreiro do Paço o coração da Lisboa ribeirinha e não um corredor de gente apressada vinda da margem sul e uma plataforma meia vazia para turístas. Ladeada por86 arcos, a Praça do Comércio mede177 por 192,5 metros. No centro da praça, a estátua de D. José foi inaugurada a 6 de Junho de 1775 no dia em que Sua Majestade completou 60 anos.

Segunda-feira, Julho 03, 2006
EXCLUÍDOS DA BAIXA POMBALINA
Mesmo junto à base da estátua de D. José, na Praça do Comércio, um sem abrigo lê o jornal e com a sua presença protesta. Protesta contra a desigualdade, as diferentes sortes, a vida madrasta, sabe-se lá que mais.Não temos todos que ser iguais, mas deve haver mínimos aceitáveis em termos de cidadania e coesão social. Imagens como esta deviam ser coisa do passado.

Imagens e texto de Luís Miguel Correia - 2006
Sexta-feira, Junho 30, 2006
CAVALOS REAIS DA BAIXA POMBALINA
Dois cavalos com os seus respectivos Reis cavalgam sem parar pela Baixa Pombalina de Lisboa.
Por mais que se esforcem, não saiem do mesmo sítio.
Cada um domina a sua Praça e o imaginário de histórias passadas. Os paradoxos não se ficam por aqui, pois o Rei mais antigo chegou por último.
O mais moderno é o mais antigo: O cavalo da Praça do Comércio com o Rei D. José I é criação de Machado de Castro e foi inaugurado em 27 de Maio de 1775.
Já o seu congénere da Praça da Figueira, com El Rei D. João I, só lá está desde 1971 e foi executado por Leopoldo de Almeida.
Enfim, ser Rei a cavalo na Baixa Pombalina de Lisboa não é privilégio para uma qualquer cabeça coroada, sendo requisito aparente que as respectivas graças se iníciem por J.
Curiosamente, quando chegou à Figueira em 1971, o Mestre de Aviz - coroado Rei em 1384, quedou-se pelo centro da dita Praça. O rearranjo do local associado à construção de um estacionamento subterrâneo recolocou D. João I mais a poente, orientado no eixo da rua da Prata. Uma das muitas intervenções de um outro João, republicano e laico, de apelido Soares, quando Alcaide de Lisboa.
Fotografias e texto de Luís Miguel Correia - 2006
Por mais que se esforcem, não saiem do mesmo sítio.
Cada um domina a sua Praça e o imaginário de histórias passadas. Os paradoxos não se ficam por aqui, pois o Rei mais antigo chegou por último.
O mais moderno é o mais antigo: O cavalo da Praça do Comércio com o Rei D. José I é criação de Machado de Castro e foi inaugurado em 27 de Maio de 1775.

Já o seu congénere da Praça da Figueira, com El Rei D. João I, só lá está desde 1971 e foi executado por Leopoldo de Almeida.
Enfim, ser Rei a cavalo na Baixa Pombalina de Lisboa não é privilégio para uma qualquer cabeça coroada, sendo requisito aparente que as respectivas graças se iníciem por J.

Curiosamente, quando chegou à Figueira em 1971, o Mestre de Aviz - coroado Rei em 1384, quedou-se pelo centro da dita Praça. O rearranjo do local associado à construção de um estacionamento subterrâneo recolocou D. João I mais a poente, orientado no eixo da rua da Prata. Uma das muitas intervenções de um outro João, republicano e laico, de apelido Soares, quando Alcaide de Lisboa.
Fotografias e texto de Luís Miguel Correia - 2006
Terça-feira, Junho 27, 2006
JARDIM FERNANDO PESSA


Um encontro numa geladaria da Av. de Roma conhecida pelas suas cassatas deliciosas. Chegar antes da hora para contrariar hábitos ancestrais de disfunção horária e um passeio para queimar tempo por ali perto sem destino. Espreito com nostalgia a fachada do cinema Roma promovido a Assembleia Munícipal com direito a viaturas oficiais para os depureadores e polícias em excesso à porta e com curiosidade foco a minha atenção para nascente.
E ali está, escondido entre traseiras de prédios português suave virados à Av. de Roma, uns, à Av. de Madrid outros, um jardim. Uma placa diz chamar-se Jardim Fernando Pessa. E esta, hem? O jornalista lendário das emissões da BBC sob bombas dos maus nazis e das milhentas reportagens na RTP homenageado com um jardim secreto a lembrar aqueles pedaços de green espalhados entre casinhas iguais nos bairros discretos de Londres. Não fosse o sol de Lisboa.
E ali está, escondido entre traseiras de prédios português suave virados à Av. de Roma, uns, à Av. de Madrid outros, um jardim. Uma placa diz chamar-se Jardim Fernando Pessa. E esta, hem? O jornalista lendário das emissões da BBC sob bombas dos maus nazis e das milhentas reportagens na RTP homenageado com um jardim secreto a lembrar aqueles pedaços de green espalhados entre casinhas iguais nos bairros discretos de Londres. Não fosse o sol de Lisboa.
Sábado, Junho 24, 2006
TRAZIAS DE LISBOA

Trazias de Lisboa o que em Lisboa
é um apelo do mar: um mais além.
Trazias Indias e naufrágios. Fado e Madragoa.
E o cheiro a sul que só Lisboa tem.
Trazias de Lisboa a velha nau
que nos fez e desfez (em Lisboa por fazer).
Trazias a saudade e o escravo Jau
pedindo por Camões (em Lisboa a morrer).
Trazias de Lisboa a nossa vida
parada no Rossio: nau partida
em Lisboa a partir (Ó glória vã
não mais não mais que uma bandeira rota).
Trazias de Lisboa uma gaivota.
E era manhã.
Poema de Manuel Alegre in Coisa Amar. Foto de L.M.Correia - 2006
Segunda-feira, Junho 05, 2006
PASSAGEM DE NÍVEL DA ROCHA

Lisboa tem sido uma presença fundamental na minha vida. Gosto muito da cidade em todos os seus aspectos, com ênfase para a vertente marítima, e fluvial. Porque para mim, o Tejo é a alma de Lisboa.
Muitas doces memórias mais remotas têm esta Lisboa como cenário. Uma delas, cheia de cores - as dos navios de então, prende-se com a passagem de nível da 24 de Julho à Rocha do Conde de Óbidos.
A partir de 1963, com a ida para o colégio, a passagem por lá todas as tardes era um ponto alto no itinerário da velha Magirus azul e branca do Externato Marista de Lisboa, conduzida com mestria pelo Sr. Baptista. Na época o traçado da avenida 24 de Julho não diferia muito do actual, mas o ritmo e a orgânica era outra. Polícias sinaleiros nos diversos cruzamentos e três passagens de nível, em Santos, na Rocha e em Alcântara. Para além de duas outras mais à frente, em Belém e Pedrouços. Todas entretanto suprimidas, excepto a da Rocha, que permanece com serventia apenas para peões. Como se pode observar nas fotografias, obtidas dia 19 de Maio.
Os edifícios são os mesmos, os combóios também. Em dias de paquetes atracados à Estação Marítima da Rocha, para além dos utentes habituais regista-se a presença animada de muitos turístas. E dos carteiristas que os tentam roubar.
Dia 19 o navio atracado era o SAGA ROSE, um paquete de 24.528 toneladas de arqueação bruta e 188,9 metros de comprimento, sensivelmente as mesmas dimensões e aspecto dos nossos saudosos SANTA MARIA e VERA CRUZ, que até 1973 atracavam sempre na Rocha. O SAGA ROSE foi construído em França em 1965 para a Norwegian America Line com o nome SAGAFJORD, e veio muitas vezes a Lisboa em cruzeiro com o nome original. Pertence à Saga Holidays, de Inglaterra, desde 1997 e faz cruzeiros destinados especialmente a passageiros com mais de 50 anos.
O meu regresso a casa todas as tardes tinha como primeiro atractivo a descida da avenida D. Carlos I, o Cais de Santos ao fundo sempre com uma chaminé amarela da Insulana à vista. Um dos paquetes mais antigos, o LIMA ou o CARVALHO ARAÚJO, mas também o CEDROS ou o FUNCHAL, mais raramente. O Cais de Santos incluia então o terminal privativo da Empresa Insulana, que assegurava as ligações marítimas com a Madeira e os Açores. Para além da Insulana, havia no extremo montante de Santos, o Cais do Gás, onde atracava o CORVO da Mutualista Açoreana, e para jusante, o entreposto de Santos, dedicado a cargueiros que faziam habitualmente a carreira do Norte da Europa, muitos dos quais alemães ou holandeses.
A Santos seguia-se o Estaleiro Naval da AGPL, com as carreiras de construção activas e os cascos das fragatas ALMIRANTE PEREIRA DA SILVA e ALMIRANTE GAGO COUTINHO a crescer de imponência com o decorrer dos dias. E finalmente passavamos frente ao Cais da Rocha e Doca de Alcântara. Então bem mais interessantes em termos de vida marítima que actualmente. Dessas passagens recordo com muita nitidez o EMPRESS OF BRITAIN, da Canadian Pacific, com a sua chaminé amarela magnífica e o MAURETANIA, da Cunard, então pintado de verde, como o CARÓNIA. E havia sempre os habituais, como os grandes paquetes da Colonial, os navios da companhia Itália, os espanhóis da Ybarra, os paquetes da Mala Real, Blue Star Line, P&O e British India. Tantos navios. Muitas saudades.
Fotografias e texto de Luís Miguel Correia - 2006
Terça-feira, Maio 30, 2006
JARDIM 9 DE ABRIL
Em Lisboa, mesmo ali de braços abertos para o Tejo, à Rocha do Conde de Óbidos,
"9 de Abril" é o nome de um pequeno jardim panorâmico, às Janelas Verdes.
O topónimo lembra-nos uma data trágica associada à participação portuguesa na Primeira Guerra Mundial - a batalha de la Lys. A tragédia fica-se pela invocação, porque o lugar reune o melhor de Lisboa. Um espaço verde rodeado de tradição, aberto ao rio e aos navios, com a Margem Sul imponente a esconder Almada.
Para mim este espaço foi sempre o Jardim da Rocha. De mão dada ao meu querido Pai. Tantas vezes. Aos Domingos, viamos os navios, numa perspectiva privilegiada da doca de Alcântara, então repleta de navios, maioritariamente portugueses.
Havia sempre um dos grandes paquetes da Colonial, o SANTA MARIA, o VERA CRUZ ou o INFANTE DOM HENRIQUE, entre tantos outros. O FUNCHAL e o ANGRA DO HEROÍSMO, da Insulana, atracavam mesmo em frente durante as estadia entre viagens às Ilhas. Mas havia muitos mais, como os gémeos FUNCHALENSE e MADEIRENSE, com chegada marcada todos os Domingos, carregados de bananas. O ritual dos Domingos não se ficava por aqui. Faziamos apostas adivinhando o número de carruagens dos combóios da então Sociedade Estoril que passavam lá em baixo, na linha de Cascais.
O Jardim ainda lá está, rodeado de palácios e navios. Como o que se vê atracado na estação marítima da Rocha, o SAGA ROSE, que data de 1965 e foi inicialmente o SAGAFJORD da Norwegian America Line. Um paquete clássico a lembrar os grandes navios da Colonial e as muitas saudades associadas ao Jardim da Rocha.
Texto e fotografias de Luís Miguel Correia - 2006

"9 de Abril" é o nome de um pequeno jardim panorâmico, às Janelas Verdes.O topónimo lembra-nos uma data trágica associada à participação portuguesa na Primeira Guerra Mundial - a batalha de la Lys. A tragédia fica-se pela invocação, porque o lugar reune o melhor de Lisboa. Um espaço verde rodeado de tradição, aberto ao rio e aos navios, com a Margem Sul imponente a esconder Almada.
Para mim este espaço foi sempre o Jardim da Rocha. De mão dada ao meu querido Pai. Tantas vezes. Aos Domingos, viamos os navios, numa perspectiva privilegiada da doca de Alcântara, então repleta de navios, maioritariamente portugueses.
Havia sempre um dos grandes paquetes da Colonial, o SANTA MARIA, o VERA CRUZ ou o INFANTE DOM HENRIQUE, entre tantos outros. O FUNCHAL e o ANGRA DO HEROÍSMO, da Insulana, atracavam mesmo em frente durante as estadia entre viagens às Ilhas. Mas havia muitos mais, como os gémeos FUNCHALENSE e MADEIRENSE, com chegada marcada todos os Domingos, carregados de bananas. O ritual dos Domingos não se ficava por aqui. Faziamos apostas adivinhando o número de carruagens dos combóios da então Sociedade Estoril que passavam lá em baixo, na linha de Cascais.
O Jardim ainda lá está, rodeado de palácios e navios. Como o que se vê atracado na estação marítima da Rocha, o SAGA ROSE, que data de 1965 e foi inicialmente o SAGAFJORD da Norwegian America Line. Um paquete clássico a lembrar os grandes navios da Colonial e as muitas saudades associadas ao Jardim da Rocha.
Texto e fotografias de Luís Miguel Correia - 2006

Segunda-feira, Maio 22, 2006
BELAS ESTRELAS
Paisagem linda, ali junto ao Tejo, na margem Sul, onde a luz é mais tranquila. a merecer Camões, e muita felicidade...Em um batel que com doce meneio
o aurífero Tejo dividia,
vi belas damas ou, melhor diria,
belas estrelas, e um Sol no meio.
As delicadas filhas de Nereio,
com mil cordas de doce harmonia,
iam amarrando a bela companhia
que, se eu não erro, por honrá-las veio.
Ó formosas Nereidas que, cantando,
lograis aquela vista tão serena
que a vida, em tantos males, quer trazer-me:
dizei-lhe que olhe que se vai passando
o curto tempo e, a tão longa pena,
o espírito é pronto, a carne enferma.
Soneto de Luís de Camões. Fotografia de LMC - 2006
Domingo, Maio 21, 2006
CAVALOS MARINHOS DA EXPO DE 1940
"Cavalos Marinhos", estátuas de pedra da autoria de António Duarte, construídas em 1940 quando da Exposição do Mundo Português e situados no Jardim da Praça do Império.
Estes cavalos sempre figuraram no meu imaginário de Belém, aos Domingos de manhã, mãos dadas com o meu Pai. E na altura havia patos, que fazem falta, por emprestarem uma maior humanização à paisagem.
Toda a zona onde se construiu o jardim foi conquistada ao Tejo a partir do século XVII, tendo aí existido a Praia do Restelo, mesmo junto aos Jerónimos. A configuração actual da zona data de 1940 e da referida EXPO, a que se acrescentou em 1992 o Centro Cultural de Belém.
Em Belém este espaço sofre uma descontinuidade importante com a linha dos combóios para Cascais, com as avenidas da India e de Brasília e um tráfego rodoviário intenso, que travam a expansão até ao rio. Uma próxima intervenção de fundo na zona deveria passar pelo desnivelamento destas vias para o subsolo.
Fotografias e palavras de LMC - 2006
Estes cavalos sempre figuraram no meu imaginário de Belém, aos Domingos de manhã, mãos dadas com o meu Pai. E na altura havia patos, que fazem falta, por emprestarem uma maior humanização à paisagem.

Toda a zona onde se construiu o jardim foi conquistada ao Tejo a partir do século XVII, tendo aí existido a Praia do Restelo, mesmo junto aos Jerónimos. A configuração actual da zona data de 1940 e da referida EXPO, a que se acrescentou em 1992 o Centro Cultural de Belém.
Em Belém este espaço sofre uma descontinuidade importante com a linha dos combóios para Cascais, com as avenidas da India e de Brasília e um tráfego rodoviário intenso, que travam a expansão até ao rio. Uma próxima intervenção de fundo na zona deveria passar pelo desnivelamento destas vias para o subsolo.
Fotografias e palavras de LMC - 2006
Sexta-feira, Maio 19, 2006
LUA SOBRE O TEJO
Quinta-feira, Maio 18, 2006
CIDADE ATLÂNTICA
Lisboa é mais cidade junto ao Tejo. Nas tuas águas reflecte-se a luz que a torna única. Grande cidade do Atlântico Oriental. O porto da aventura marítima portuguesa, que hoje parece adormecida.Este Tejo salgado de Atlântico é a alma desta cidade de Lisboa, cidade porto que lhe deu origem e vida e razão de ser
. Junto ao Mar.Fotos e texto de LMC - 2006
Quarta-feira, Maio 17, 2006
MUNDO PORTUGUÊS

Aqui ficava a Praia do Restelo, último abrigo das Armadas antes de se fazerem à barra do Tejo em busca do Mundo.
O Mundo retribuiu-lhe descobrindo-se e agradecendo. Em 1960 a África do Sul ofereceu este mapa lindíssimo em homenagem.
O que estamos à espera para redescobrir o MAR?
Palavras e fotografia de Luís Miguel Correia - 2006
Terça-feira, Maio 09, 2006
GAROTA DA JUNQUEIRA
O Vinícius que me desculpe
Por lhe sentir Ipanema
Aqui em Lisboa
Na graciosidade de uma Miúda
Deslizando à Beira do Rio...
São sempre a coisa mais linda
E o Tejo deságua na Guanabara
E junto à margem de qualquer rio
Do nosso coração
A graciosidade de uma Menina
A pele morena
O azul e o branco
A enlaçar o rosa
Que viver e amar
É qualquer coisa maravilhosa
Fotografia e palavras de LMC - 2006

Por lhe sentir Ipanema
Aqui em Lisboa
Na graciosidade de uma Miúda
Deslizando à Beira do Rio...
São sempre a coisa mais linda
E o Tejo deságua na Guanabara
E junto à margem de qualquer rio
Do nosso coração
A graciosidade de uma Menina
A pele morena
O azul e o branco
A enlaçar o rosa
Que viver e amar
É qualquer coisa maravilhosa
Fotografia e palavras de LMC - 2006
Sexta-feira, Maio 05, 2006
CALÇADA PORTUGUESA
Ondas de antigas vocações marítimas
passadas reflectidas na calçada junto ao Padrão dos Descobrimentos: duas perspectivas, uma multinacional, a outra turística.
E por baixo das ondas de pedra inscritas no chão ali em Belém, a memória de um passado que daqui se expandiu pelo Mundo. No aterro onde em 1960 se reconstruiu o Padrão de 1940 da Exposição do Mundo Português, existiu a baía do Restelo, último abrigo para as nossas frotas dos Descobrimentos que normalmente aqui aguardavam ventos favoráveis para sair barra fora rumo ao Atlântico em busca dos mundos desconhecidos.
Texto e fotografias de Luís Miguel Correia - 2006
passadas reflectidas na calçada junto ao Padrão dos Descobrimentos: duas perspectivas, uma multinacional, a outra turística.E por baixo das ondas de pedra inscritas no chão ali em Belém, a memória de um passado que daqui se expandiu pelo Mundo. No aterro onde em 1960 se reconstruiu o Padrão de 1940 da Exposição do Mundo Português, existiu a baía do Restelo, último abrigo para as nossas frotas dos Descobrimentos que normalmente aqui aguardavam ventos favoráveis para sair barra fora rumo ao Atlântico em busca dos mundos desconhecidos.
Texto e fotografias de Luís Miguel Correia - 2006
Sábado, Abril 22, 2006
ODE MARÍTIMA ( I )

Perde-te no Longe, no Longe, bruma de Deus,
Perde-te, segue o teu destino e deixa-me...
Eu quem sou para que chore e interrogue?
Eu quem sou para que te fale e te ame?
Eu quem sou para que me perturbe ver-te?
Larga do cais, cresce o sol, ergue-se ouro,
Luzem os telhados dos edíficios do cais,
Todo o lado de cá da cidade brilha...
Parte, deixa-me, torna-te
Primeiro o navio a meio do rio, destacado e nítido,
Depois o navio a caminho da barra, pequeno e preto,
Depois ponto vago no horizonte (ó minha angústia!),
Ponto cada vez mais vago no horizonte...,
Nada depois, e só eu e a minha tristeza,
E a grande cidade agora cheia de sol
E a hora real e nua como um cais já sem navios,
E o giro lento do guindaste que, como um compasso que gira,
Traça um semicírculo de não sei que emoção
No silêncio comovido da minh' alma...
Álvaro de Campos (Fernando Pessoa)
cujo espírito ontem navegou no Tejo comigo envolto em águas cinzentas a fazer deslizar um grande casco negro rumo às brumas marinhas do Longe... Edição de texto e fotografia de Luís Miguel Correia no rio ao entardecer de 21 de Abril de 2006.
ODE MARÍTIMA ( II )
Ó fugas contínuas, idas, ebriedade do Diverso!
Alma eterna dos navegadores e das navegações!
Cascos reflectidos devagar nas águas,
Quando o navio larga do porto!
Flutuar como alma da vida, partir como voz,
Viver o momento
tremulamente sobre águas eternas.
Acordar para dias mais directos que os dias da Europa,
Ver portos misteriosos sobre a solidão do mar,
Virar cabos longínquos para súbitas vastas paisagens
Por inumeráveis encostas atónitas...
Palavras de Fernando Pessoa na sua Óde Marítima, com o QUEEN ELIZABETH 2 a descer o Tejo. Ontem, 21 de Abril de 2006. Fotografia e edição de texto de Luís Miguel Correia
Alma eterna dos navegadores e das navegações!
Cascos reflectidos devagar nas águas,
Quando o navio larga do porto!
Flutuar como alma da vida, partir como voz,
Viver o momento
tremulamente sobre águas eternas.Acordar para dias mais directos que os dias da Europa,
Ver portos misteriosos sobre a solidão do mar,
Virar cabos longínquos para súbitas vastas paisagens
Por inumeráveis encostas atónitas...
Palavras de Fernando Pessoa na sua Óde Marítima, com o QUEEN ELIZABETH 2 a descer o Tejo. Ontem, 21 de Abril de 2006. Fotografia e edição de texto de Luís Miguel Correia
Quinta-feira, Abril 13, 2006
RIO VERDE

(DUAS DA TARDE: LISBOA À VISTA)
Primeiro, a água era azul:
puro espelho celeste.
Depois, tornou-se verde:
opaco verde de desgosto.
Agora é barro dissolvido:
terra
de Portugal que o Tejo incita
a descobrir as Índias
e Américas ainda
por encanto encobertas.
- De quem o lenço acena,
acolá
do cais?
Poema de Pedro da Silveira - Março e Abril de 1951
Fotografia do GATO PARDO - 12 de Abril de 2006
Especialmente para a ZÉNI
Segunda-feira, Abril 10, 2006
PÁTIO DO PRIOR







Um Pátio perdido na Almada Velha, paredes meias com o cenário do Romeiro, ombro no ombro de Dom João de Portugal. Uma localização soberba sobre o Tejo e Lisboa. Património vivo porque habitado. Mas morto por ignorado. Vale a pena percorrer as ruas, os pátios, a colina e os miradores de Almada Antiga. Aqui tão perto e tão afastado no tempo, que parou algures, e percorrer o espaço de Dom António, com o respeito pela sua causa perdida e só mais tarde resgatada.
Texto e fotografias de Luís Miguel Correia - 2006
Quarta-feira, Abril 05, 2006
O Tejo bate como que à porta
Quarta-feira, Março 29, 2006
Terça-feira, Março 28, 2006
CARREIRA 18
Eléctrico da Carreira 18 na Rua Bernardino Costa, ao Cais do Sodré© Foto de Luís Miguel Correia, 27-03-2006
Os Eléctricos da Carris, muito reduzidos no número de unidades a circular e de carreiras, são hoje uma verdadeira atracção turística e um dos mais bonitos ícones de Lisboa.
© Luís Miguel Correia, 2006
Sexta-feira, Março 24, 2006
CHIADO
Vaguear pelo Chiado
Um dos meus roteiros preferidos.
Descer o Chiado e rever o lugar e as pessoas com quem por aí andei em tempos...
1959...?
1958...?
Por essa época, como se fosse ontem.
Antes de mais, só com a minha Mãe - a Madalena mais bonita e inteligente que se possa conceber.
Quando os animais falavam e eu era filho único, isto é, antes de Maio de 1960, percorriamos os dois o Chiado num ritual de descoberta.
O táxi até ao largo de Camões, seguido de uma passagem pelas lojas: Vista Alegre, Paris em Lisboa, David's, a Benard - dos brinquedos, que o lanche era na Marques, a Saboia mais abaixo...
Na pastelaria Marques havia sempre um Indiano delicioso, de café ou chocolate e uma entrada fascinante com frascos cheios de doces coloridos. As mercearias eram escolhidas e encomendadas na Casa Jerónimo Martins, ao fundo da rua Garrett. Um balcão enorme, empregados distintos, muito educados e competentes, uma parede cheia de latas de bolachas todas iguais..., e uns caixotes de laranjas de Moçambique, embrulhadas em papel transparente, mesmo junto à entrada.
O chá era um pouco mais abaixo, já na rua Nova do Almada, na Ferrari, com os melhores batidos do mundo, chá a preceito e umas bolachas de manteiga como já não há. Noutro estilo, a padaria do Chiado tinha (e ainda tem) o melhor pão de forma... Os queijos eram comprados na charcutaria Martins e Costa, a meio da rua do Carmo, do mesmo lado da Elarka, sempre com uma porcelana alemã linda na montra, e da Casa Aguiar, em cuja cave me abastecia de amostras de tecidos a metro, oferecidos pelo Sr. Vasco Portas, e com que depois, em casa embrulhava o Gato Siamês e os brinquedos...
Texto e fotografias de Luís Miguel Correia – 2006


Imagens do Chiado: Rua Garrett; o Poeta e as gentes; em frente ao Paris em Lisboa;
artista de rua; vendedor de castanhas com o patrocínio da Compal.
O poeta Chiado, António Ribeiro de seu nome, é um repentista do século XVI, natural de Évora e falecido em Lisboa em 1591. A estátua do Chiado foi inaugurada a 18 de Dezembro de 1925. Foi feita em bronze pelo escultor Costa Mota (tio).
Fotografias de Luís Miguel Correia em 4 de Fevereiro de 2006


Um dos meus roteiros preferidos.
Descer o Chiado e rever o lugar e as pessoas com quem por aí andei em tempos...
1959...?
1958...?
Por essa época, como se fosse ontem.
Antes de mais, só com a minha Mãe - a Madalena mais bonita e inteligente que se possa conceber.
Quando os animais falavam e eu era filho único, isto é, antes de Maio de 1960, percorriamos os dois o Chiado num ritual de descoberta.
O táxi até ao largo de Camões, seguido de uma passagem pelas lojas: Vista Alegre, Paris em Lisboa, David's, a Benard - dos brinquedos, que o lanche era na Marques, a Saboia mais abaixo...
Na pastelaria Marques havia sempre um Indiano delicioso, de café ou chocolate e uma entrada fascinante com frascos cheios de doces coloridos. As mercearias eram escolhidas e encomendadas na Casa Jerónimo Martins, ao fundo da rua Garrett. Um balcão enorme, empregados distintos, muito educados e competentes, uma parede cheia de latas de bolachas todas iguais..., e uns caixotes de laranjas de Moçambique, embrulhadas em papel transparente, mesmo junto à entrada.
O chá era um pouco mais abaixo, já na rua Nova do Almada, na Ferrari, com os melhores batidos do mundo, chá a preceito e umas bolachas de manteiga como já não há. Noutro estilo, a padaria do Chiado tinha (e ainda tem) o melhor pão de forma... Os queijos eram comprados na charcutaria Martins e Costa, a meio da rua do Carmo, do mesmo lado da Elarka, sempre com uma porcelana alemã linda na montra, e da Casa Aguiar, em cuja cave me abastecia de amostras de tecidos a metro, oferecidos pelo Sr. Vasco Portas, e com que depois, em casa embrulhava o Gato Siamês e os brinquedos...
Texto e fotografias de Luís Miguel Correia – 2006


Imagens do Chiado: Rua Garrett; o Poeta e as gentes; em frente ao Paris em Lisboa;artista de rua; vendedor de castanhas com o patrocínio da Compal.
O poeta Chiado, António Ribeiro de seu nome, é um repentista do século XVI, natural de Évora e falecido em Lisboa em 1591. A estátua do Chiado foi inaugurada a 18 de Dezembro de 1925. Foi feita em bronze pelo escultor Costa Mota (tio).
Fotografias de Luís Miguel Correia em 4 de Fevereiro de 2006


ELÉCTRICOS David Mourão Ferreira
AUTOMÓVEIS Pedro Tamen
IMAGENS DA CIDADE E DO RIO
Terça-feira, Março 21, 2006
A MINHA LISBOA MARÍTIMA
Lisboa porto de mar, Lisboa cidade de navios.
Os cais e os seus utilizadores. A ligação à cidade.
Acompanho a evolução de Lisboa Marítima há mais de quatro décadas e fotografo os navios nos vários enquadramentos lisboetas desde Fevereiro de 1975.
Uma Lisboa feita de mudanças radicais ocorridas no período em referência: a especialização dos transportes marítimos , com a proliferação dos contentores como face mais visível
; a agonia lenta da Marinha Mercante portuguesa; o desaparecimento dos paquetes de linha regular e o ressurgimento dos navios de passageiros com vocação turística. Os novos paquetes de cruzeiros.



A minha Lisboa
marítima num olhar para além do tempo.
Entre paixão e memórias sem rumo determinado.
Fotografias de Luís Miguel Correia - 2005
Os cais e os seus utilizadores. A ligação à cidade.
Acompanho a evolução de Lisboa Marítima há mais de quatro décadas e fotografo os navios nos vários enquadramentos lisboetas desde Fevereiro de 1975.
Uma Lisboa feita de mudanças radicais ocorridas no período em referência: a especialização dos transportes marítimos , com a proliferação dos contentores como face mais visível
; a agonia lenta da Marinha Mercante portuguesa; o desaparecimento dos paquetes de linha regular e o ressurgimento dos navios de passageiros com vocação turística. Os novos paquetes de cruzeiros.


A minha Lisboa
marítima num olhar para além do tempo. Entre paixão e memórias sem rumo determinado.
Fotografias de Luís Miguel Correia - 2005
AS VIAGENS AGORA...

Navio italiano COSTA VICTORIA atracado à Rocha do Conde Óbidos: as Janelas
Verdes à direita da piscina (2 de Dezembro de 2005); Chegada do ORIANA à Estação Marítima da Rocha - pormenor da ponte de comando (10 de Novembro de 2005)As viagens agora são tão belas como eram dantes
E um navio será sempre belo, só porque é um navio.
Viajar ainda é viajar e o longe está sempre onde esteve -
Em parte nenhuma, graças a Deus!
in ODE MARÍTIMA, Fernando Pessoa
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