segunda-feira, outubro 16, 2006

RUAS PARA PASSEAR




É uma atitude típica da actual sociedade de consumo querer mais de tudo. O problema não é de agora pois já o Principe Perfeito se queixava de só ter herdado "as ruas para passear". O que em Lisboa não é problema, pois a cidade e as suas ruas são tão bonitas...



Fotos e comentário de Luís Miguel Correia - 2006

sábado, outubro 14, 2006

AUTORETRATO ENTRE CABOS

Luís Miguel Correia: imagem reflectida algures na zona de Lisboa entre Cabos, 12 de Outubro de 2006...

quinta-feira, outubro 12, 2006

CIDADE DAS COLINAS

Lisboa e a sua realeza feita de bronzes dispersos pela cidade, confundindo-se com os telhados e os prédios amarelos...Contam-se sete colinas, mas se calhar observando melhor haverá mais, tantas quanto a cidade vai crescendo. Mas a Lisboa do sobe e desce, dos eléctricos e do namoro com o Tejo será sempre a velha Lisboa do Fado e dos dias a prometer chuva, tanto quanto a cidade das cores mediterrânicas à beira do Atlântico nos muitos dias ensolarados. Entre Cabos, claro, que quem chega a Lisboa de navio, como tive o privilégio de fazer uma vez mais há dias, o que vê primeiro é a luz dos farois, um na Roca, outro no Espichel. E lá se vai navegando entre Cabos, depois barra acima, passando entre Torres ali entre o Búgio e São Julião. Quando a água muda de côr, trocando o azul atlântico pelo esverdeado característico do Tejo... E nos velhos cais de pedra há sempre uma gaivota à espera, como que a marcar saudades.

LMC - 2006

QUE LINDA É LISBOA

Uma boa maneira de ver e sentir uma cidade é percorrê-la a pé. E que bons passeios há para fazer em Lisboa, cidade de luz e contrastes...
Tanta coisa para apreciar, da arquitectura aos visitantes de umas horas que dão pelo nome de navios, como o ARCADIA, que esteve atracado em Santa Apolónia no dia 4 de Outubro...

LMC - 2006

LISBOA EM RITMO DE OUTONO

Já chegaram os vendedores de castanhas a Lisboa. Normalmente anúnciam o Outono e Inverno, com os carrinhos e o cheiro característico das castanhas assadas. Uma das coisas boas desta época. E estes carrinhos vão-se modernizando, este provavelmente será Benfiquista, ehehehe...

Foto e comentário de Luís Miguel Correia - 2006

quarta-feira, outubro 11, 2006

ANIMAIS E CIDADE

Nestes dias de Outono suave, percorro as ruas da cidade e comove-me ver como algumas pessoas tratam os animais.
Bem, com uma manifesta dedicação fraterna.
A cidade sempre foi referida pelos cronistas quanto aos seus animais nas situações mais variadas ao longo dos tempos. (Hoje, por exemplo, os únicos suínos a circular livremente em Lisboa são arraçados de "homo sapiens" de tal forma que só lhes reconhecemos a origem de porquinhos por pequenos actos irreflectidos, como abrir a janela da viatura em andamento e renovar a prática de "lá vai água" de antigamente, atirando para a via o seu lixo, desde o maço de cigarros ao encantador guardanapo de papel ou "kleenex". Não gosto destes animais, desculpem.)
A cidade move-se em passo apressado de hora de ponta. Sentados no chão a mendigar, uma mulher jovem, provável emigrada do Leste, com um cãozinho. Na mulher, o sorriso simpático e simples de quem vive sem esperar mais do que o dia seguinte. No rafeirinho, a expressão cúmplice de felicidade canina...
A circular próxima, uma outra jovem, o copo de plástico a recolher moedinhas: encenação de liberdade salpicada de pobreza, ou duas meninas e um cão, uma história da cidade de Lisboa. Com fotografia.
Fotografia e observação citadina de Luís Miguel Correia - 2006

Quem ajuda o MAX?

Olá,
Este é o Max, um cãozito de porte pequeno/médio, tipo cão de água, que foi abandonado numa obra em Miramar.
Foi sendo protegido e alimentado por alguns trabalhadores, mas a obra terminou e ele ficou sozinho. Há dois dias tentou abrigar-se numa garagem de uma das casas da obra onde ele estava habituado a viver e foi escorraçado pelo proprietário a pontapé.
Uma senhora testemunhou o que aconteceu, teve pena dele e telefonou-me. Eu disse-lhe que não tinha nenhum local, mesmo que temporário, para o acolher e que a única solução seria colocá-lo num hotel canino. A senhora dispôs-se a pagar uma semana de hotel, durante a qual eu fiquei de lhe tentar encontrar um dono. O Max tem cerca de 2 anos e é uma meiguice. Adora festas e dá-se muito bem com outros animais. Está vacinado, desparasitado interna e externamente, e foi esterilizado por isso pode conviver com fêmeas sem risco de ninhadas indesejadas. Por favor, ajudem-me a divulgar mais este pequeno, tenho muito pouco tempo para lhe encontrar um novo lar. Obrigada!

Maria (Contactos: 93 840 61 31, mariapteixeira@gmail.com)
DATA DO APELO: 11 de Outubro de 2006

segunda-feira, outubro 09, 2006

CHIADO DE CARA LAVADA

Para mim o Chiado é sempre uma referência da minha Lisboa Querida. Mas hoje não é o que era, talvez por eu ter crescido. Também pelas muitas mudanças, especialmente depois do incêndio de 1988. O Chiado perdeu a centralidade burguesa da minha meninice. Mas gradualmente tem recuperado alguma vitalidade e cores. Está cada vez mais de cara lavada e encanta turistas em quantidade significativa. E continua o mesmo Chiado...

Luís Miguel Correia - 2006

O CHIADO DOS LIVROS

O Chiado sempre foi um dos meus caminhos preferidos para os livros. Desde os tempos em que juntava cinquenta escudos para ir comprar mais um volume da Enciclopédia VERBO JUVENIL à Bertrand.


Mesmo em frente, na outra esquina, ainda se pode e deve entrar na SÁ DA COSTA, que se mantém igual a si própria desde sempre. E agora há a venda de livros nas bancas da Rua Anchieta, um passeio agradável ao sol deste Outuno lisboeta. Como este último sábado, dia 7...

LMC

SEMPRE O CHIADO

Estas flores ali na rua Garrett, ao Chiado são uma graça antiga. Sempre me lembro desta florista. E ainda aquele costume em vias de desaparecer, de se utilizar a entrada de um prédio pombalino para ter um negócio. De facto, um PEQUENO JARDIM, só mesmo com flores e plantas naturais...

LMC

sexta-feira, setembro 22, 2006

GARE MARÍTIMA DE ALCÂNTARA


Mais algumas imagens do cais de Alcântara, agora visto de bordo de um navio.
Nota-se o acrescento do cais, efectuado na década de oitenta
como forma de solucionar problemas de degradação da muralha devido a dragagens excessivas no início dos anos sessenta para permitir a atracação de grandes paquetes, como o FRANCE, o UNITED STATES ou o CANBERRA, com calados próximos dos 10 metros. A reconstrução do cais deu então origem ao avanço da muralha, processo que entretanto já foi ampliado para oferecer maior àrea de parqueamento de contentores e possibilitar a atracação de navios com maior calado.
No interior da estação, destaque para os paineis de Almada Negreiros, a decorar a antiga sala de embarque para passageiros de primeira classe.

LMC - 2006

UM PRINCIPE NO TEJO

Gosto do Tejo e cais respectivos cheios de navios.
Como este, que há perto de 40 anos frequenta o nosso porto - paquete BLACK PRINCE da companhia norueguesa Fred Olsen.
Proa fotografada junto ao cais da Rocha em 20 de Setembro de 2006.

LMC

ESTAÇÃO MARITIMA DE ALCÂNTARA

Custou a bonita soma de 5000 contos em 1943 e foi apresentada como "um marco de civilização", inserindo-se no surto de óbras públicas do Estado Novo sob a égide de Duarte Pacheco. É um dos edifícios mais bonitos da beira-Tejo: a estação marítima de Alcântara, construída durante a segunda guerra mundial segundo projecto de Porfírio Pardal Monteiro, que concebeu também a estação da Rocha do Conde de Óbidos, construída a seguir à de Alcântara e menos rica, com apenas um átrio. Estas nossas Gares Marítimas denotam uma forte influência estética da estação marítima de Nápoles, edificada anos antes, com uma monumentalidade muito superior.
O projecto contemplava a ligação das duas estações pela varanda, havendo estações complementares mais pequenas entre as principais que não vieram a ser construídas, uma vez que a ideia era o cais de Alcântara à Rocha ser destinado aos navios de passageiros.
Na realidade manteve-se o entreposto de Alcântara Sul, seguido do cais da Companhia Colonial de Navegação, mesmo junto à Rocha. Depois vieram as reconstruções da muralha e o aumento da área de cais e terraplenos, e a estação de Alcântara está cada vez mais ameaçada de isolamento do rio por uma muralha de contentores, com a vizinha Liscont a querer estender a sua concessão para juzante. O aumento de visitas de navios de cruzeiros a Lisboa tem garantido uma utilização regular do edifício, embora já tenham sido efectuadas muitas alterações que diminuiram a funcionalidade da Gare Marítima. E parece haver quem queira pura e simplesmente encerrá-la. A bem da contentorização...
Fotos e texto de Luís Miguel Correia - 2006

quarta-feira, setembro 20, 2006

CAMINHOS DE ROMA






Em termos históricos a ideia de que todos os caminhos iam dar a Roma sofreu muitos desvios, o último dos quais a favor de Bruxelas, mas em Lisboa o conceito continua a ter uma importância relativa.
É que a Avenida de Roma, uma das mais importantes avenidas novas na expansão urbana da cidade da primeira metade do século XX, forma um eixo verdadeiramente cosmopolita, ligando o mundo toponómico citadino, de Roma a Londres, dos EUA ao Brasil, correndo paralelamente a Madrid e tendo como referências próximas o único Papa português, João XXI e Paris. Aqui fica um olhar fotográfico próximo do cruzamento entre as avenidas de Roma e João XXI, vislumbrando a praça de Londres, e olhando para um quiosque, uma livraria e um antigo cinema...
Deambulação verbal e fotográfica de Luís Miguel Correia - 2006

quarta-feira, agosto 30, 2006

Janela Manuelina

Janela Manuelina ou a Torre de Belém aberta ao cosmopolitismo turístico.

Fotografia de L. M. Correia - 2006

LISBOA EM MODO DE VERÃO

O calor aperta e o lisboeta de gema rende-se à frescura do Tejo. Com a velha praia do Restelo regularizada e feita jardim, centro cultural e padrão de descobridores, o desenrascanso encontra alternativas na base do pilar norte da ponte 25 de Abril...

Observação e foto de L. M. Correia - 2006

segunda-feira, agosto 07, 2006

TERTÚLIA À BEIRA RIO


Tertúlia à beira rio numa destas manhãs de verão, ali mesmo entre a Central Tejo e a estação fluvial de Belém. Uma antiga ponte-cais usada em tempos para a descarga de carvão destinado à central eléctrica e cuja principal serventia é agora o apoio aos pescadores de ocasião.
Por entre a cavaqueira de compadres, o peixe pica o isco e lá temos taínha para a Patroa amanhar, que o robalo é mais esquivo e raro...
O Tejo na sua melhor vertente popular...

Observação e fotos de Luís Miguel Correia - 2006

domingo, agosto 06, 2006

ELECTRICOS DE LISBOA






Algumas imagens dos electricos da Carris, que depois de sobreviverem à extinção decretada pela modernidade, se converteram em património turístico activo. E a cidade fica mais bonita com estes aôzinhos a rodar sobre carris...

Several recent photographs of Lisbon trams, specially for Peter, waiting for a trip to Lisbon...

Copyright photos by Luís Miguel Correia - 2006