Alma eterna dos navegadores e das navegações!
Cascos reflectidos devagar nas águas,
Quando o navio larga do porto!
Flutuar como alma da vida, partir como voz,
Viver o momento

Acordar para dias mais directos que os dias da Europa,
Ver portos misteriosos sobre a solidão do mar,
Virar cabos longínquos para súbitas vastas paisagens
Por inumeráveis encostas atónitas...
Palavras de Fernando Pessoa na sua Óde Marítima, com o QUEEN ELIZABETH 2 a descer o Tejo. Ontem, 21 de Abril de 2006. Fotografia e edição de texto de Luís Miguel Correia
Sem comentários:
Enviar um comentário