
(DUAS DA TARDE: LISBOA À VISTA)
Primeiro, a água era azul:
puro espelho celeste.
Depois, tornou-se verde:
opaco verde de desgosto.
Agora é barro dissolvido:
terra
de Portugal que o Tejo incita
a descobrir as Índias
e Américas ainda
por encanto encobertas.
- De quem o lenço acena,
acolá
do cais?
Poema de Pedro da Silveira - Março e Abril de 1951
Fotografia do GATO PARDO - 12 de Abril de 2006
Especialmente para a ZÉNI
3 comentários:
Obrigada! Já que não deu para ver ao vivo...!
Ao vivo é sempre melhor. Sem o Tejo Lisboa teria metade da alma, talvez nem existisse.
É muito engraçado ver o azul tornar-se verde, algures na baía de Cascais, quando se entra a barra do Tejo...
LMC
adoro esta foto do cais do ginjal
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