quarta-feira, janeiro 24, 2007

LISBOA LUMINOSA

Há dias em que Lisboa se enche de luz. As velhas casas e edifícios redobram cores encostas abaixo fazendo-nos acreditar que a cidade é eterna, como eterno é o namoro com o Tejo. E o rio torna-se azul a correr para o Atlântico, a abraçar os seus segredos seculares.
Segredos de poetas e marinheiros, segredos de antigos degredados condenados à saudade. Segredos da vitalidade da nossa Lisboa de sempre.
Foi assim no passado dia 23 de Dezembro, tarde em que fiz estas fotografias de Alfama a partir do Jardim do Tabaco. Foi um dia luminoso de segredos azuis...
Texto e fotografias de L. M. Correia - 23 Janeiro 2007

segunda-feira, janeiro 15, 2007

Para a S. G.


Queria ser marinheiro correr mundo
com as mãos abertas ao rumo das aves costeiras
a boca magoando-se na visão das viagens
levaria na bagagem a sonolenta canção dos ventos
e a infindável espera do país assustado pelas águas

Excerto de SALSUGEM, de Al Berto

Imagem de L. M. Correia - 2007

JANELAS VERDES VIRADAS PARA O TEJO




Gosto da arquitectura da nossa Lisboa ribeirinha. Das suas janelas. Da zona das janelas verdes. Janelas de prédios, palácios feitos quarteis... Ali a espreitar a Doca de Alcântara e os navios, com Almada e o Cristo Rei na margem de lá...

Palavras e imagens de L. M. Correia - 15 Janeiro 2007

sexta-feira, janeiro 12, 2007

BELÉM TEJO



Belém, com os seus monumentos simbólicos e a proximidade da foz do Tejo, proporciona uma envolvência marítima notável, como que a afirmar a vocação atlântica de Lisboa...

Fotografias de Luís Miguel Correia - 12 Janeiro 2007

quarta-feira, dezembro 27, 2006

LISBOA ESTRELADA


Este Natal as iluminações nas ruas de Lisboa primam pela discrição, como que a confirmar a teoria da divergência da Europa dos ricaços... , a confirmar a debilidade financeira da Câmara Municipal de Lisboa.


Aqui ficam algumas imagens da Baixa Pombalina tiradas ao anoitecer...




Fotos de Luís Miguel Correia- Dezembro.2006

sábado, dezembro 23, 2006

TERREIRO TRISTE ou CHARCO DO PAÇO

Segundo os manuais de "boas maneiras" relativos à cidade de Lisboa, a PRAÇA DO COMÉRCIO é uma das mais belas praças da Europa. Comparam-na à de São Marcos, em Veneza.
A realidade do Terreiro do Paço nestes últimos anos é contraditória desta pretensão lisboeta às glórias continentais e nega a sua principal virtude: ser a porta da cidade para quem vem do mar, Tejo acima. Ou vinha em tempos idos.
Hoje o Paço envergonha-nos com um Terreiro triste, sujo, desprezado. A falta de preservação e carinho por este local, o desrespeito pela dignidade do coração da baixa pombalina, tudo isso está patente nesta realidade. Fruto de negligências várias, obras infelizes e muita irresponsabilidade autárquica, o Terreiro do Paço apresenta em Dezembro de 2006, o aspecto ridículo que as nossas fotos demonstram.
Uma vista para o rio emparedada, o cais das colunas sem colunas e totalmente vilipêndiado, e uma reprodução muito realista do que era Cabo Ruivo antes da EXPO, com um chaco povoado de aves selvagens. A Lisboa que temos.
Texto e fotografias de Luís Miguel Correia - 2006

quarta-feira, dezembro 06, 2006

CAIS DO SODRÉ SÉCULO XXI



Um dos locais de Lisboa com mais tradição marítima, o Cais do Sodré tem vindo a desmaritimizar-se ao mesmo tempo que se moderniza. Exemplos da presente modernidade, são a estação do Metro e a nova estação marítima e sede social da TRANSTEJO.
As novas construções não afastaram a indesejada cultura de marginalidade, cuja expressão artística se manifesta na fachada do Metro..., confoeme fotos.
De negativo, referir que o volume

de construção tem aumentado o emparedamento do Tejo...

LMC - 2006

PELOURINHO MUNICIPAL


Situado em frente da Câmara Municipal de Lisboa, o Pelourinho deixou há muito deestar associado à aplicação da justiça, sendo hoje uma peça decorativa da cidade. Nesta perspectiva tem o seu valor, com a coluna talhada numa pedra única. Classificado como monumento nacional este Pelourinho data do final do século XVIII, desconhecendo-se a identidade do autor respectivo.

Fotos e comentário de Luís Miguel Correia - 2006

segunda-feira, novembro 27, 2006

LISBOA A PARTIR DO TEJO





Agora que a TRANSTEJO desviou a carreira de ferries do Cais do Sodré para Belém, atravessar o rio até Cacilhas é um desafio de redescoberta da Cidade. Do rio, Lisboa assume-se como cidade marítima, que de facto é cada vez menos, por razões conjunturais que não vamos abordar aqui. E vem-me à memória a semelhança com São Salvador, feita à semelhança da capital do Império, agora à distancia de todas as decadências. E Lisboa continua bonita.
Interessa sim observar a Cidade, com a luz marítima inconfundível de Lisboa, os navios à mistura, enquanto "La Nave Va..."
Aqui se deixam imagens dispersas de Lisboa a partir do Tejo. Em breve haverá mais.
Imagens e texto de Luís Miguel Correia-2006

segunda-feira, novembro 13, 2006

PAÇO DO COMÉRCIO


Imagens do Arco da Rua Augusta e pormenores da Praça do Comércio, mais conhecida por Terreiro do Paço, topónimo anterior ao terramoto de 1755 que logrou prevalecer face à vontade férrea do poderoso Marquês...
Palavras e imagens de L. M. Correia - 2006



ENLACE À MODA DAS AZENHAS

A beleza das Azenhas do Mar e o pitoresco da praia fazem desta localidade um dos locais preferidos para fotografias de casamentos, com os pares de noivos e respectivos adidos fotográficos a fazerem filas de espera aos Sábados de tarde, dia especialmente apreciado por quem ousa ser feliz para sempre. Normalmente nem um por de sol romantico falta a este cenário de felicidade conjugal...
Comentário e imagens de L. M. Correia - 2006


O MAR DAS AZENHAS

Mesmo às portas de Lisboa, para norte do Cabo da Roca toda a costa é lindíssima, mas nada se compara às Azenhas do Mar, pequena povoação no sopé da Serra de Sintra, virada à Ericeira, que se avista para Norte. E em frente, a imensidão do Atlântico, livre e selvagem até aos Açores... Junto às Azenhas há passeios a descobrir, como aconteceu recentemente com este aventureiro do Club Hanomag Portugal...

Texto e imagens de L. M. Correia - 2006


sexta-feira, outubro 27, 2006

A CIDADE, O PORTO E O RIO

Não há dúvida que o Tejo enriquece Lisboa em todos os sentidos e amplitudes. Do mesmo local, ali à Junqueira, pode ver-se um grande paquete prestes a largar (QUEEN ELIZABETH 2), o Palácio das Necessidades adormecido ao sol de Outono a querer esquecer a aflição de D. Manuel II acordando pela última vez em Lisboa sob bombardeamento a 5 de Outubro, turístas a desvendar os segredos do rio com a cumplicidade do S. PAULUS da Transtejo, ou as carruagens perdidas de 150 anos de combóios portugueses...

Observação e imagens de Luís Miguel Correia - 2006